Duque diz que recebeu R$ 1,6 milhão de empreiteira

Ex-diretor da estatal, indicado pelo PT, afirmou que quantia foi referente à 'consultoria'

Fábio Brandt, O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 23h35

Brasília - O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque afirmou em depoimento à Polícia Federal que recebeu R$ 1,6 milhão da empreiteira UTC por uma consultoria. Ele é apontado por integrantes do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato como beneficiário de propinas pagas por empreiteiras para obter contratos com a estatal. A UTC é uma das empreiteiras investigadas sob suspeita de integrar o esquema. Seu presidente, Ricardo Pessoa, está preso.

No depoimento, prestado na segunda-feira, Duque afirmou que se "auto impôs" quarentena ao deixar o cargo na Petrobrás em abril de 2012. Depois disso, relatou, começou a trabalhar como consultor em janeiro de 2013, usando uma empresa constituída antes de sair da estatal.

A consultoria de R$ 1,6 milhão dada à UTC, disse Duque, serviu para capacitar a empresa a entrar numa licitação para operar plataformas flutuantes. "Apesar disso, a UTC perdeu a licitação no ano de 2013." O valor foi recebido, segundo ele, "em vários pagamentos de valor menor" feitos à empresa D3TM, também investigada. Duque negou ter recebido propinas e disse que está processando o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa por crime de calúnia.

Duque foi ainda questionado sobre o suposto envolvimento do atual diretor de Abastecimento da Petrobrás, José Carlos Cosenza, entre os suspeitos de receber "comissões" das empreiteiras. O caso causou polêmica e, anteontem, a PF disse que Cosenza foi citado por "erro material".

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