Duque considera denúncia contra Virgílio 'mais consistente'

Presidente do Conselho de Ética afirma que denúncia do PMDB 'não foi baseada em recortes de jornais'

Denise Madueño, AE

06 de agosto de 2009 | 17h16

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse considerar a representação contra o líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), mais "consistente" do que as ações protocoladas no colegiado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). O pedido do PMDB para investigar os atos de Virgílio foi recebido na noite desta quarta-feira, 5, no Conselho de Ética. Duque disse que o prazo para decidir se arquiva ou não essa ação vai até a próxima quarta-feira, 12.

 

"É um caso mais consistente. Não é baseado em recortes de jornal. Os outros não, foram todos baseados em recortes de jornal", disse. A reprodução de reportagens foi o argumento usado por Duque para decidir pelo arquivamento, também na quarta-feira, 5, de quatro ações contra Sarney (três denúncias e uma representação) e uma representação contra o ex-presidente do Senado e atual líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). Duque confirmou que nesta sexta-feira, 7, entregará à Mesa da Casa a decisão sobre as outras sete ações contra Sarney ainda em análise.

 

A representação contra Virgílio foi uma retaliação do PMDB contra o tucano, que denunciou Sarney ao Conselho de Ética, e ao PSDB que protocolou, posteriormente, representações contra o presidente do Senado. Virgílio admitiu que manteve em seu gabinete um funcionário que estudava na Espanha. O tucano negociou com a diretoria do Senado o ressarcimento do dinheiro pago, R$ 210 mil em quatro parcelas.

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