Dulci quer apoio de sindicalistas para atrair fundos de pensão

O ministro-chefe da Secretária Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, deve solicitar aos 80 sindicalistas internacionais, de 27 países, que participam do 8º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores, em São Paulo, que incentivem fundos de pensão externos a investir no Brasil. A informação é do presidente do Sindicato Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, que deve ser eleito o futuro presidente da CUT. Ele garantiu que esses sindicalistas influenciam as decisões de investimentos dos gestores dos fundos. "A intenção é de sensibilizar o sindicalismo internacional a incentivar os fundos de pensão a investir no Brasil", disse, em entrevista coletiva. Segundo ele, vários desses fundos são pressionados pelos sindicalistas europeus e norte-americanos a direcionar seus investimentos em setores produtivos de seus respectivos países. Marinho disse que o assunto também foi tratado ontem, durante almoço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os sindicalistas internacionais. "O presidente Lula abordou, de passagem, esse tema", comentou. O líder sindical informou que o governo brasileiro, apoiado pela CUT, tentará demonstrar a possibilidade de os investidores externos, gestores desses fundos, obter boa remuneração caso invistam no País. "Não é papel da CUT estabelecer onde investir, mas avaliar se os parceiros topam esse debate. Os fundos saberão definir onde investir conforme a oportunidade de negócio", afirmou. "O Brasil não precisa de caridade, mas de oferecer essas oportunidades de negócio".

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