Duda Mendonça relaxa nas águas de Maraú

Nem parecia o homem denunciado em alguns dos principais escândalos da política no ano que passou. Para esquecer o envolvimento em tantas irregularidades, Duda Mendonça estreou 2006 de corpo e alma bem lavados. Como se fossem banhos de "descarrego", como se diz na Bahia os rituais de limpeza do candomblé, o publicitário se entregou no réveillon ao mar de Maraú, a nova praia baiana dos roteiros turísticos.Na virada para 2006, ao contrário do ano passado, nem se cogitou a visita do presidente Lula. Afinal, depois de tudo o que aconteceu envolvendo o PT e o principal articulador da campanha vitoriosa ao Planalto, não iria pegar bem enfrentar uma das piores estradas de chão batido do País a bordo de jipes somente para alcançar as piscinas naturais de Taipus de Fora, onde fica a mansão de Duda, para voltar no dia seguinte.Outra possibilidade, não menos insegura, é chegar ao paraíso em aviões pequenos que vêm de Salvador e pousam em uma pista improvisada. A pista está em funcionamento, mesmo depois de os fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) terem multado Mendonça, por conta da retirada de vegetação rasteira sem estudo de impacto ambiental em cerca de 1 quilômetro de comprimento por 300 metros de largura. O ecossistema de mata atlântica e manguezais foi prejudicado, segundo avaliação dos técnicos, que chegaram ao local por uma denúncia anônima.Alice, a mulher de Mendonça, é baiana de Maraú e seu apelido, Lika, dá nome ao iate de Duda Mendonça, um dos principais vencedores das competições de pesca oceânica, na modalidade peixe de bico. O publicitário costuma levar uma guia de seu santo protetor, Oxóssi, para melhorar as chances de pescar o marlin azul, embora a entidade recomende "caçar apenas para comer", na crença do candomblé.

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