Twitter/Jair Bolsonaro
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Duas semanas após cirurgia, Bolsonaro se recupera e gera discussões sobre facada

Quadro do presidente melhorou, mas Planalto evita estimar oficialmente uma previsão de alta

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2019 | 10h46

Duas semanas após a cirurgia de reconstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Nesta segunda-feira, 11, ele está acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e do filho Carlos Bolsonaro.  

Pelo Twitter, Bolsonaro publicou um vídeo mostrando a reforma de um hospital no Acre financiada pela Caixa, procurando destacar que o governo continua apesar da internação. "Nos primeiros dias de governo, importantes projetos de saúde e habitação para os mais necessitados, desta vez no estado do Acre, são prioridade, incluindo socialmente dezenas de milhares de brasileiros", escreveu.

O presidente continua se alimentando com dieta cremosa e não teve novos episódios de febre, segundo a assessoria do Planalto. Na manhã desta segunda-feira, 11, ele comeu creme de frutas e tomou chá. À tarde, deve se alimentar novamente e fazer exercício de caminhada. Um novo boletim médico deve ser divulgado às 17h.

A evolução da alimentação é uma das condições para a alta de Bolsonaro. Segundo a assessoria, o presidente está está bem disposto. Ele publicou uma foto fazendo a barba nas redes sociais. "Vamos à luta!", escreveu. 

No domingo, a equipe médica atestou que o quadro pulmonar teve “melhoras significativas” - ele foi diagnosticado com pneumonia na semana passada. Os médicos mantiveram a prescrição de antibióticos, que devem ser aplicados pelo menos até quarta-feira, 13, período em que o presidente ainda deve ficar no hospital. O Planalto evita estimar oficialmente uma previsão de alta. 

Facada

Em manifestações públicas, o presidente continua cobrando uma apuração sobre quem seriam os responsáveis pelo atentando que sofreu em setembro do ano passado. Ao destacar que Adélio Bispo, autor da facada, é ex-filiado ao PSOL, o presidente provocou discussão entre aliados e opositores nas redes sociais.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) repudiou a relação feita por Bolsonaro. "O presidente visa com isso mascarar as diversas denúncias de corrupção, envolvimento com milícias e laranjas que seu partido e família estão envolvidos", escreveu no Twitter. O parlamentar foi rebatido por Carlos Bolsonaro, que afirmou, nesta segunda, que "os fatos não existem" para aqueles que "não gostaram" do comentário do pai. 

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