Duas marcas de cigarro reduzem alcatrão

Duas das marcas de cigarro mais consumidas no País, Marlboro e Dallas, tiveram os teores de alcatrão reduzidos para se ajustar à resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A resolução entra em vigor em 31 de janeiro de 2002.A análise, encomendada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) ao laboratório canadense Labstat, referência mundial nesta área, constatou que o Marlboro baixou os teores de 15 miligramas para 12,1mg e o Dallas, de 18 mg para 13,4 mg. No ano que vem, o índice máximo de alcatrão permitido será de 12 mg.A direção da Phillip Morris, que produz o Marlboro e o Dallas, não se pronunciou sobre o assunto.Embora os teores estejam caindo, o Inca ressalva que isso não significa que o risco para o fumante diminuiu. De acordo com a instituição, existem dezesseis compostos cancerígenos no cigarro. Noventa em cada cem doentes de câncer fumam.Análise das dez marcas mais vendidas, também realizada pelo Labstat, feitas em novembro, mostrou que quatro - Marlboro, Dallas, Derby e Hollywood - não informavam corretamente os teores de alcatrão nas embalagens.A embalagem do Marlboro informa 12 mg de alcatrão, mas os testes verificaram 15 mg. Já o Dallas dizia ter 16 mg, dois a menos do que foi constatado. Com o Derby e o Hollywood ocorreu o contrário: o teor declarado foi maior do que cada cigarro tinha de fato.O novo resultado mostrou o seguinte: o índice de 12,1 mg que consta do maço do Marlboro não chega a ser considerado irregular, já que a diferença de 0,1 mg é muito pequena. Já o teor real do Dallas ficou abaixo do impresso na embalagem, de 14 mg.A International Standard Organization (ISO), cuja metodologia é utilizada como padrão em todo o mundo, estabelece que o declarado nos maços pode ser 15% maior ou menor do que os níveis reais das substâncias que compõem os cigarros.

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