Droga contra artrite deve ser aprovada em 2002

A Abbott Laboratories espera a aprovação de seu remédio para artrite reumática junto à FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos para o próximo ano. Em encontro com analistas, Miles D. White, presidente e executivo-chefe da empresa, disse que o D2E7, nome como a droga é chamada experimentalmente, é inteiramente produzido por anticorpos humanos.De acordo com ele, a terceira fase de desenvolvimento, quando a substância deverá ser submetida à FDA, deverá ocorrer entre os meses de abril e junho do próximo ano. O D2E7 bloqueia o efeito de uma molécula pró-inflamatória chamada fator tumor de necrose, que é secretada por células do sistema imunológico. De acordo com a Abbott, a droga reduz sensivelmente a inflamação das juntas.Cerca de 66% dos pacientes que usaram o D2E7 obtiveram resultados positivos. Caso seja aprovado, o remédio será pivô de uma briga de mercado entre a Abbott e a Johnson & Johnson, proprietária do Remicade e do Enbrel, da American Home Products Corp..Juntos, o Remicade e o Enbrel são responsáveis por vendas de US$ 1,5 bilhão e muitos acreditam que este mercado deve expandir-se ainda mais. O presidente da empresa também destacou que outra droga está sendo desenvolvida por seu laboratório. Trata-se de um remédio que está em fase final de testes que aparentemente reduz o progresso do câncer de próstata em homens que possuam o tumor em estágio avançado, quando outras drogas já não fazem mais efeito.O remédio também demonstrou ter menos efeitos colaterais que as drogas hormonais existentes no mercado, que causam problemas como impotência sexual. A Abbott pretende lançar três remédios em outros mercados do mundo. O Kaletra, um inibidor da enzima protease para pacientes com HIV, o Uprima, que trata da disfunção erétil, e o remédio contra obesidade chamado Reductil, vendido como Meridia nos Estados Unidos. A Abbott possui cerca de 70 mil funcionários no mundo e vende seus produtos em mais de 130 países. Em 2000, as vendas da empresa atingiram a casa de US$ 13,7 bilhões. Os lucros chegaram a US$ 2,8 bilhões.

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