Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Dr. Rey vai à casa de Bolsonaro e se oferece para ser ministro da Saúde

Brasileiro radicado nos Estados Unidos, Dr. Rey disse que quer trazer o modelo americano para o Brasil e caso escolhido, pretende 'eventualmente fechar o SUS'

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2018 | 19h53

RIO - O cirurgião plástico e apresentador Robert Rey foi nesta sexta-feira, 9, ao condomínio onde mora o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no Rio, com o intuito de se oferecer para comandar o Ministério da Saúde a partir do próximo ano. Ele disse que sua meta é criar um plano de seguro privado a cada cidadão e "eventualmente fechar o SUS". O médico, porém, admitiu de antemão que talvez tenha dificuldades para ser convidado para o governo.

"Talvez ele (Bolsonaro) dê risada da minha cara e eu vou embora, mas não tem problema." Mas ele admitiu, no entanto, que "talvez nem abram a porta". Dr. Rey deixou o condomínio 15 minutos depois sem revelar se conseguiu a audiência com Bolsonaro. "Está na mão dele", resumiu.

Dr. Rey chegou ao local em um táxi no momento em que Jair Bolsonaro recebia o embaixador da Alemanha. De cara, o cirurgião logo antecipou o motivo da sua visita. "Eu quero falar a verdade, que talvez cogitam eu para ministro da Saúde. Fui criado lá fora, conheço o sistema de saúde do primeiro mundo. Eu sou da mídia, seria legal ter uma representação da mídia dentro desse governo", afirmou o cirurgião, que fez carreira nos Estados Unidos e declarou duas vezes que estudou em Harvard. "Eu só espero que talvez ele me cogite para ministro da Saúde."

O médico também antecipou seus planos, caso seja alçado a titular da Saúde. "Todo brasileiro terá seguro privado. Todo mundo terá o Einstein. Todo mundo terá direito ao Einstein. Por que não?", comentou, fazendo referência ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Jair Bolsonaro ficou internado após levar uma facada, em setembro.

O cirurgião criticou o Sistema Único de Saúde (SUS), dizendo que "é um crime contra a humanidade" esperar até dois anos por uma mamografia. "O que acontece no SUS é um crime. Eventualmente eu quero fechar o sistema público do SUS", declarou.

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