Dossiês na web marcam corrida eleitoral no DF

Radicalizada, a disputa eleitoral no Distrito Federal (DF) descambou para a produção de dossiês e filmetes ofensivos postados na internet. Na última quinta-feira, o candidato petista Agnelo Queiroz bateu às portas do Ministério da Justiça para pedir uma investigação sobre uma gravação em que uma testemunha de uma operação tocada pela Polícia Civil do DF aparece recebendo proposta de dinheiro para denunciar o petista.

AE, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 09h03

Segundo a denúncia, o contador Miguel Santos Souza, preso e denunciado pela participação na confecção de notas frias para justificar serviços não prestados ao Programa Segundo Tempo do Ministério do Esporte, gravou uma conversa comprometedora com um advogado supostamente emissário da campanha de Weslian Roriz (PSC).

Na conversa, foi-lhe oferecido R$ 200 mil para testemunhar que vira Agnelo Queiroz, que comandou o Ministério do Esporte, recebendo dinheiro ilícito, desviado da pasta. Representantes da campanha de Weslian Roriz negam qualquer envolvimento com o advogado.

No front cibernético, a campanha de Weslian Roriz foi alvo de vídeos veiculados no Youtube considerados "ofensivos" à candidata ao governo do Distrito Federal. Um dos vídeos postados no Youtube é uma paródia com a vinheta do programa "A Grande Família", da TV Globo.

A música original, de Dudu Nobre, diz: "Essa família é muito unida e também muito ouriçada. Brigam por qualquer razão, mas acabam pedindo perdão." No vídeo parodiado, chamado "A Grande Quadrilha", a música ficou assim: "Essa família é corrompida, e também toda enrolada. É chegada em corrupção, tal o pai, lá é tudo fujão. Foge pai, coloca mãe, empurra as filhas, essa gente é uma quadrilha que quer nos sacanear".

De acordo com a última pesquisa Datafolha, o candidato do PT Agnelo Queiroz tem 53% dos votos válidos contra 35% da candidata do PSC Weslian Roriz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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