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Dos servidores para o líder do PT: pelego, mentiroso, safado?

O líder do PT na Câmara, deputado Nelson Pellegrino (BA), foi vaiado o tempo todo em que falou aos servidores públicos hoje em Brasília, aos gritos de "pelego!, pelego!". Quando Pellegrino deixou a manifestação, a pé, andando os cerca de 500 metros que separam o local da manifestação do Congresso, foi acompanhado por um grupo de cerca de 30 manifestantes que, muito agressivamente, ficaram ao seu encalço, chamando-o de "mentiroso, traidor, safado, moleque, ACM", entre outras adjetivações. Nesse trajeto, acompanhou-o o deputado Henrique Fontana (PT-RS), enquanto os outros oito membros petistas escolhidos para integrar a comissão que iria à manifestação se dispersou. Pellegrino, no entanto, andou no meio dos manifestantes, calmamente. Ele tentou comunicar a eles que a bancada estaria junto nas audiências com as autoridades e se dispunha, também, a receber suas sugestões de mudanças da reforma da Previdência. Ao chegar ao Congresso, disse achar "normal" o que aconteceu, lembrando que tem dezoito anos anos de vida sindical, como advogado de sindicatos na Bahia. Segundo ele, numa manifestação como a de hoje há milhares de cabeças, e cada um fala o que quer, pois o País é uma democracia. Mas disse que não muda seus ideais nem suas convicções. "Numa manifestação grande, há pessoas que apóiam teses, outras não", afirmou. No Congresso Já no Congresso, depois das vaias e da perseguição dos servidores, Pellegrino disse que o PT está trabalhando na busca de abrir negociação entre os servidores públicos e o governo sobre a reforma da Previdência, mas que o tipo de manifestação como o que ocorreu pouco antes dificulta este trabalho. "Isso não vai abalar meu compromisso com os servidores públicos, de trabalhar pelo entendimento." Ele afirmou que política é desafio e que, nesta manifestação, foi identificado como líder de governo, daí a agressividade contra ele.

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