ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Dos 9 do TCU,4 são citados em investigações

Presidente da Corte é formalmente investigado na Operação Lava Jato, no inquérito de Angra 3

Isabela Bonfim / BRASÍLIA, Impresso

02 de abril de 2017 | 05h20

Dos nove ministros titulares do Tribunal de Contas da União (TCU) – órgão auxiliar do Congresso que analisa e julga as contas dos administradores de recursos públicos federais –, quatro são investigados ou foram citados em inquéritos que apuram prática de corrupção.

Atual presidente da corte, o ministro Raimundo Carreiro é formalmente investigado no inquérito de Angra 3, no âmbito da Lava Jato. De acordo com o delator Ricardo Pessoa, dono da UTC, R$ 1 milhão em espécie teriam sido requeridos por Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz. Segundo o colaborador, podia-se aventar que os recursos teriam como destinatário Carreiro, relator do processo referente à usina.

Ricardo Pessoa disse que o objetivo do repasse a Tiago Cedraz seria evitar embaraços à licitação para a obra no processo. O ministro Cedraz foi ouvido no mesmo inquérito, mas nega que esteja sendo investigado.

Vital do Rêgo Filho é investigado formalmente na Lava Jato em inquérito que apura suspeita de fraude e esquema para impedir convocações de empreiteiros na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás, da qual foi presidente quando senador – pelo PMDB da Paraíba.

Operação Zelotes. O ministro Augusto Nardes é alvo de inquérito sobre esquema no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O nome do ministro surgiu durante os trabalhos da Operação Zelotes, que apura esquema de pagamento de propina a integrantes do órgão, vinculado ao Ministério da Fazenda.

Uma empresa que pertenceu a ele teria recebido recursos da RBS, empresa investigada por, supostamente, ter feito pagamentos em troca de influenciar a tramitação de processos no conselho. Os ministros negam envolvimento em quaisquer irregularidades.

Defesa. Procurado pela reportagem, Carreiro, por meio de sua assessoria, afirmou que “nunca recebeu vantagens indevidas de quem quer que seja e aguarda com serenidade e com a consciência tranquila o resultado das investigações”.

Vital do Rêgo disse que colabora com as investigações da Lava Jato “para comprovar a lisura de seus atos” enquanto esteve à frente da CPI da Petrobrás.

Quanto aos fatos apurados na Zelotes, o ministro Augusto Nardes afirmou que eles teriam ocorrido nos anos de 2011 e 2012, referentes a uma empresa da qual o ministro já estaria desligado da sociedade desde o ano de 2005, ano em que tomou posse no TCU.

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