'Dos 20 votos do PMDB, 17 são a favor da CPMF', diz líder

Valdir Raupp se mostra confiante em relação a aprovação da prorrogação do tributo no Senado Federal

29 de novembro de 2007 | 13h42

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp, se mostrou confiante na aprovação, pelo plenário da Casa, da proposta que prorroga a cobrança da CPMF. Segundo ele, o PMDB vai votar unido. "Dos 20 votos do PMDB, temos 17 a favor da CPMF", disse. Ele previu que os senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Mão Santa (PI) vão votar contra. Raupp previu que o governo terá 50 votos a favor da CPMF e 31 contrários. Ele acredita ser viável a votação no próximo dia 6.  O líder espera um voto favorável do senador Pedro Simon (RS). "Se a governadora Yeda Crusius chegar a um bom entendimento com o governo (federal) o senador pode votar a favor pelo Rio Grande do Sul" admitiu.  Quatro senadores de partidos da base aliada engrossaram o bloco da oposição contrário à prorrogação da CPMF, o que já totaliza 31 senadores considerando os 27 do PSDB e do DEM. Se contabilizar o voto do senador José Neri (PSOL-PA), a oposição já teria 32 votos contra a CPMF.  Neste quadro, o governo tem o placar muito apertado e pode não conseguir atingir os 49 votos entre os 81 senadores para aprovar a medida.   Em reunião realizada no gabinete do líder do DEM, José Agripino, na última quarta,  foi feita uma nova avaliação do quadro com a participação dos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Mão Santa (PMDB-PI), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Expedito Júnior (PR-RO).  A oposição ainda não incluiu nesse cálculo os peemedebistas Pedro Simon e Geraldo Mesquita nesse grupo, que já declararam voto contra, mas estão sendo assediados pelo governo.  Com prazo apertado e medo de sofrer derrota no Senado, o Palácio do Planalto montou na quarta-feira  um grupo especial para resolver problemas e divergências na bancada governista no Senado. A "sala de situação" é formada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais).   O grupo vai apresentar todos os dias um boletim para o presidente Luiz Inácio Lula a Silva sobre as negociações com os senadores e análise das pendências com a base aliada. Educação Faz parte dos esforço para aprovar a CPMF o acordo anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta, segundo o qual a área de Educação terá mais recursos nos próximos quatro anos. Segundo o ministro, o governo aceitou reduzir gradualmente a Desvinculação de Receitas da União (DRU) que incide sobre os recursos destinados à Educação. A DRU é um mecanismo que dá liberdade ao governo para fazer o que quiser com 20% das receitas da União. Com o acordo, a Educação ficará fora dessa restrição: a proposta prevê uma redução gradual, começando em 2008, de modo que, ao final de 2011, a DRU para o setor esteja zerada. A DRU cairá de 20% para 15% em 2008, 10% em 2009, 5% em 2010 e zero em 2011.

Tudo o que sabemos sobre:
CPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.