WILTON JUNIOR/ESTADAO
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Doria xinga Lula de 'preguiçoso' e 'covarde' em Fortaleza

Prefeito de São Paulo esteve no Ceará para um evento com empresários; ele deve visitar 9 cidades de 8 Estados no mês de agosto

Pedro Venceslau e Lauriberto Pompeu, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2017 | 15h27

O prefeito João Doria xingou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “sem vergonha”, “corrupto”, “covarde” e “preguiçoso” nessa sexta-feira, 18, durante um almoço com empresários em Fortaleza.

“Eu não queria. Tinha prometido a mim mesmo que não faria, mas vou mandar um recadinho para o ex-presidente Lula: você, além de sem vergonha, preguiçoso, corrupto e covarde, declarou hoje que o João Doria não deveria viajar, mas administrar a cidade de São Paulo. Lula, além de tudo talvez você não saiba ler. Você é inexpressivo. Na primeira avaliação (da gestão) eu fechei com 70% de aprovação, enquanto o seu prefeito Fernando Haddad fechou com 15%”, disse o tucano em tom exaltado.

O prefeito de São Paulo provocou o comentário de Lula, que teria se comparado com Messi. "Pois Lula, eu prefeiro ser o Neymar, brasileiro e negro que saber o que fazer com a boa e defender as cores do Brasil". Em seguida, provocou: "Venha disputar a eleição, com quem estiver, porque você vai perder.

Após a fala de Doria, que usava um boton com bandeira do Brasil, o tema da vitória de Ayrton Senna  começou a tocar nas caixas de som. O prefeito encerrou o discurso com uma variação do seu slogan das eleições de 2016: Acelera, Brasil.

Na ocasião, Doria disse que não vai ser candidato a presidente em 2018 e que faz as viagens na condição de prefeito de São Paulo. Apenas nessa semana, o tucano passou pelas cidades de Natal (RN), Palmas (TO) e, depois de Fortaleza, segue para agenda em Recife (PE) nesta sexta-feira. 

Partido. O evento também contou a presença do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati. Na ocasião, Doria disse que apoia a permanência do parlamentar cearense no comando do partido. A divisão interna da sigla foi aprofundada depois da veiculação, na quinta-feira, 17, da propaganda partidária idealizada por Tasso, na qual a legenda admite que errou.

Tucanos aliados ao governo descordaram da propaganda. O ministro Bruno Araújo (PSDB-PE) chegou a emitir uma nota dizendo que o programa não o representa.  Às críticas, Tasso disse: "O partido é democrático, está aberto a várias correntes e portanto essa discussão é inteiramente natural. Como presidente do partido você pode estar em um momento e não estar em outro, até porque sou interino. O importante é que haja discussão, polêmica e que o partido fique vivo".

Ao lado de Tasso, Doria disse que não viu a propaganda. "Ontem eu estava fazendo um programa de televisão ao vivo e não pude assistir. Então não posso emitir minha opiniã", afirmou. Ele também defendeu bom senso nesse momento de disputas internas dentro do PSDB. "Com bom senso e equilíbrio, protegendo as reformas que eu acho que são essenciais, a trabalhista, previdenciária, a política e a tributária, nós vamos proteger o Brasil". O prefeito declarou que o parlamentarismo é uma das boas alternativas e defendeu um debate mais profundo no Congresso Nacional.

     

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