Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Doria vai liderar PSDB e está no páreo para disputar Presidência, diz aliado

Líder tucano na Alesp, Marco Vinholi diz que novo governador fará partido 'descer do muro'

Daniel Weterman, Francisco Carlos de Assis, Adriana Ferraz e Fábio Leite, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2019 | 12h37

Aliados do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ecoaram o discurso do tucano defendendo mudanças no PSDB e já o colocam como possível candidato à Presidência da República em 2022.

"Acredito que ele está completamente focado no governo do Estado hoje, mas é evidente que o governador de São Paulo sempre será um 'player' dentro desse jogo", declarou o líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Marco Vinholi, após cerimônia de transmissão do cargo no Palácio dos Bandeirantes.

Ao Broadcast Político, Vinholi declarou que João Doria vai ser o principal líder do PSDB no processo de "descer do muro" e que isso pode colocá-lo em uma disputa pela reeleição ou até mesmo pelo Planalto. "O que vai dizer isso são os resultados trazidos aqui." 

Mara Gabrilli: discurso de Doria não o cacifa para Presidência, mas boa gestão sim

A senadora eleita Mara Gabrilli (PSDB-SP) declarou que o discurso de Doria não o capacita para disputar a Presidência. Ela destacou que uma boa gestão é o que pode levar o tucano a concorrer ao Planalto nas eleições de 2022.

"Não necessariamente um discurso vá cacifá-lo. Eu acho que o que vai fazer isso talvez seja a boa gestão que ele está propondo a fazer, isso sim cacifa", opinou a senadora eleita, após a cerimônia de transmissão do cargo do governador no Palácio dos Bandeirantes.

"O que ele está propondo é uma mudança de paradigma no Brasil, na forma de gerir, uma mudança na forma de conduta para administrar e é claro que isso perpassa pelo PSDB, pelo Estado de São Paulo e pelo Brasil", declarou Mara Gabrilli, para quem o discurso de Doria não se referiu ao ex-governador Geraldo Alckmin, mas à "velha política". 

Doria critica passado do PSDB e diz que partido vai mudar

Durante o discurso, Doria endureceu o discurso em prol de mudanças no PSDB. "Nada de apego ao passado, o passado é para ser respeitado. Mas hoje o que vale é o presente", disse o tucano, em crítica indireta a governos tucanos anteriores. "E o PSDB, o meu partido, será um exemplo disso porque vai mudar e vai mudar para sintonizar à realidade da população do Estado. E, se souber fazer isso em São Paulo, irá fazer também no Brasil."

Doria citou o ex-governador Mário Covas como exemplo. Geraldo Alckmin e José Serra foram citados de forma protocolar em fala anterior, no discurso de posse na Assembleia Legislativa.

Para o novo governador, a legenda tucana precisa de novas posições. Ele prometeu que seu governo vai "enterrar" a velha política. 

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