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Doria sobre STJ afastar Witzel: 'Decisão monocrática é no mínimo estranha'

Governador de São Paulo disse que não faria 'juízo de valor' ou 'juízo de mérito'

Pedro Caramuru, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2020 | 15h08

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou ser "no mínimo estranha" a decisão monocrática do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, que afastou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por 180 dias nesta sexta-feira, 28.

"Uma decisão como essa, ao meu ver, dada a sua importância e dimensão, deveria ser adotada por um colegiado e não por um único juiz", afirmou Doria. "Não estou aqui para fazer juízo de valor nem juízo de mérito, mas defendo sempre que investigações e esclarecimentos de denúncias sejam feitos."

O governador afastado chamou a busca e apreensão promovida pela Polícia Federal em sua residência oficial de "busca e decepção". “Não encontrou um real, uma joia. Foi mais um circo. Lamentavelmente, a decisão do excelentíssimo senhor ministro Benedito, induzido pela procuradoria da República, na pessoa da doutora Lindôra (Araújo), que está se especializando em perseguir governadores, desestabilizar os estados da federação, com investigações rasas, buscas e apreensões preocupantes”, disse Witzel.

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