WILTON JUNIOR/ESTADAO
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Doria nega ao 'Financial Times' concorrer em 2018, mas defende alternativas de gestão

Prefeito de São Paulo também disse ao jornal britânico que espera a aprovação das reformas neste ano

Célia Froufe, Correspondente

11 de julho de 2017 | 08h00

O jornal britânico de economia Financial Times traz em sua edição online desta terça-feira, 11, outro vídeo de um pouco mais de quatro minutos com uma entrevista com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em Nova York. Os principais temas foram o crescente descontentamento com a classe política do Brasil e as eleições de 2018.

Apontado como um nome forte para o pleito do ano que vem, Doria negou novamente que fosse candidato. Repetindo que não é político, mas gestor, ele defendeu, no entanto, "candidatos que possam oferecer alternativas de gestão, de eficiência para a administração pública brasileira".

Durante a entrevista, o prefeito também disse que espera a aprovação das reformas este ano (as principais são a trabalhista e a da Previdência Social) para que o próximo ano seja de expansão da atividade.

"Que o ano que vem possa ser de crescimento econômico e possa ser coroado, em outubro de 2018, com eleições livres, limpas e elegendo candidatos que tenham compromissos verdadeiros com o Brasil, e não ideologicamente inspirados, mas, sim, o compromisso com o povo brasileiro", afirmou.

Doria já havia gravado outra conversa com o FT em 15 de maio passado, também em Nova York. Na ocasião, Doria chegou a publicar o vídeo da entrevista antes mesmo de o FT publicar o teor da conversa.

O prefeito de São Paulo voltou a lembrar da vitória em primeiro turno e disse que conseguiu o feito, único na história da cidade, porque apresentou propostas. "Propostas claras, concretas, diferenciadas e transparentes para a população. E o que estou fazendo agora é cumprir essas propostas. Programas de desestatização, voltados para a Educação, Saúde, para a mobilidade urbana, para transporte público, para segurança pública", disse.

O tucano também afirmou que não está preocupado com o fato de algumas pessoas o verem como alguém muito próximo do setor privado.

"Nossa opção para buscar recursos no setor privado foi uma alternativa necessária diante de um orçamento que tem um déficit de R$ 7,5 bilhões, são quase US$ 3 bilhões de déficit. Exatamente como Michael Bloomberg (ex-prefeito da cidade de Nova York) fez aqui em Nova York nas suas três gestões", disse.

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