Daniel Teixeira / Estadão
Daniel Teixeira / Estadão

Doria fará cirurgia em agosto, mas nega que se afastará do governo

Governador de São Paulo tem planos de percorrer o País durante prévias do PSDB para escolha do candidato do partido à Presidência

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2021 | 12h10
Atualizado 11 de julho de 2021 | 14h41

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos pré-candidatos à Presidência da República no ano que vem, está com uma hérnia que o obrigará a fazer uma cirurgia no próximo dia 6. A cirurgia será feita no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, zona sul da capital. Até o começo deste domingo, 11, a informação repassada por seus auxiliares no Palácio dos Bandeirantes era que o governador ficaria cinco dias afastado para se recuperar. Mas Doria afirmou, em entrevista coletiva, que pretende passar pela recuperação trabalhando. 

"Eu não vou me afastar do governo, eu continuarei à frente do governo. Eu apenas faço a cirurgia, cirurgia em laparoscopia, não é uma cirurgia complexa, e repouso sábado e domingo – repouso em termos, porque vou continuar ligado no celular – e na segunda feira eu já estarei normalmente trabalhando fisicamente aqui, no Palácio dos Bandeirantes", disse Doria.

A hérnia fica na região da virilha e vem causando bastante desconforto ao governador, segundo seus auxiliares. Doria tentou evitar o afastamento, inicialmente, com medicação para a dor. 

Os médicos primeiro aconselharam que Doria se afastasse pelo dobro do tempo, 10 dias, mas avaliaram que o período poderia ser menor após pedidos do governador. Agora, Doria insiste que não precisará se afastar.

A operação será feita pelo cirurgião do sistema digestivo Sidney Krajner, presidente do Einstein. 

A hérnia ocorre  quando a musculatura abdominal cede em determinado trecho, permitindo que uma parte do intestino saia do lugar, causando dor e uma protuberância no local.

No Palácio dos Bandeirantes, Doria tem agendas fixas, como as entrevistas coletivas feitas às quartas-feiras para tratar da pandemia do coronavírus, as reuniões semanais com todos os 25 secretários estaduais, às segundas, e com a cúpula da segurança pública, às quintas. 

Além disso, ele já iniciou viagens pelo País para viabilizar sua indicação do PSDB para as eleições do ano que vem (neste sábado, esteve no Mato Grosso do Sul e Goiás). Há expectativa de que ele mantenha a agenda de viagens neste mês, mas o governador tornou a sentir dores nos eventos em Campo Grande e Goiânia, segundo seus auxiliares.

A expectativa de sua equipe é que o retorno à rotina se dê tão logo ele seja liberado pela equipe médica.

Tudo o que sabemos sobre:
João Doria

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.