Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Doria evita anunciar pré-candidatura para não criar 'fissuras' com Alckmin e PSDB

'Quem não gostaria de ser presidente do Brasil?', questionou o prefeito, que defendeu a observação de pesquisas eleitores e a realização de prévias para a escolha do presidenciável

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 09h27

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que não anunciou a pré-candidatura à Presidência da República em 2018, "até agora", para não causar divisões no PSDB e na relação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

"Quem não gostaria de ser presidente do Brasil?", questionou Doria, em entrevista ao SBT exibida na noite desta segunda-feira, 18. "Uma coisa é desejar. Outra coisa é formalizar, estabelecer a sua própria rota. A conjuntura é que vai formatar o desejo."

+++ Em dia de agenda de Alckmin em Minas, Doria reitera que viaja com próprio dinheiro

O prefeito afirmou que não quer provocar divisão no partido. "Eu não quero, em função de manifestações, criar fissuras e principalmente arranhões ao governador nessa relação fluida e boa que tínhamos, temos e vamos continuar a ter, e também não quero fissuras dentro do PSDB", disse Doria. O prefeito e o governador disputam a preferência dentro do PSDB para uma candidatura ao Planalto no ano que vem.

+++ Juventude do PSDB acusa grupo ligado a Doria de atacar Alckmin

Não descartando o desejo de ser presidente e nem a possibilidade de trocar de partido caso seja preterido no PSDB, Doria defendeu a observação de pesquisas eleitorais e a realização de prévias como critérios para que a legenda escolha o candidato mais competitivo. Além disso, defendeu, o candidato precisa ser aquele que tenha o maior poder "aglutinador" entre partidos em uma aliança.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.