Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Doria é o nome com mais votos para o governo de SP, defendem aliados

Mesmo assim, três pré-candidatos defendem adiar as primárias em uma semana; objetivo é ter mais prazo para debates e forçar o atual prefeito a admitir que quer ser candidato a governador

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

06 Março 2018 | 03h10

SÃO PAULO - Aliados do prefeito de São Paulo, João Doria, defenderam em reunião do diretório estadual do PSDB nesta segunda-feira, 5, que o nome dele é o que tem o maior potencial de votos na sucessão de Geraldo Alckmin.

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Em uma reunião marcada pela divergência em torno da data das primárias tucanas, o grupo de Doria conseguiu manter as prévias para os dias 18 e 25 de março. Até o dia 13, data-limite para a inscrição no processo, parlamentares irão apresentar o nome de Doria para concorrer ao pleito. A aposta é que Doria acabe sendo o único candidato do partido e não tenha prévias.

Três pré-candidatos (José Aníbal, Floriano Pesaro e Luiz Felipe d'Ávila) defendiam adiar as primárias em uma semana, para dar mais tempo a debates, e dar prazo para inscrição até quinta-feira, 8, o que forçaria Doria a admitir que quer ser candidato a governador.

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"Quantos debates precisamos para saber quem é esse candidato [com maior potencial de votos]?", questionou o vice-prefeito da capital paulista, Bruno Covas, contrapondo os três pretensos candidatos. Covas assumirá a Prefeitura caso Doria saia do cargo para concorrer nas eleições estaduais.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, próximo a Doria e defensor de uma candidatura do prefeito da capital, disse que dar mais tempo para a escolha só beneficiaria o vice-governador Márcio França (PSB), que já lançou sua pré-candidatura. Ele classificou França como "o maior adversário" do PSDB. "Ele nem tomou posse e já está vendendo a casa emprestada, que é o governo do Estado", atacou Morando.

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Ao Broadcast Político, o deputado federal Vanderlei Macris disse que "se Doria não for o candidato, o PSDB corre o sério risco de perder a eleição".

Contraponto à proposta vitoriosa, o prefeito de Taubaté, Bernardo Ortiz Júnior, disse que um pré-candidato a governador que seja prefeito terá de justificar o porquê está "virando as costas" à população de sua cidade, sem citar o nome de João Doria e citando apenas o do prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, que também apresentou seu nome à disputa pela sucessão.

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Interlocutor mais próximo ao governador Geraldo Alckmin a falar na reunião, o secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Samuel Moreira, defendeu que os pré-candidatos se reunissem e decidissem a data das prévias. "Estamos brigando por conta de uma semana?", questionou.

Reforçando que não estava falando em nome do governador, Moreira defendeu que as prévias fossem adiadas e que o partido se unisse para evitar uma ruptura no Estado e não prejudicasse a candidatura de Alckmin à Presidência. "Para voltar ao governo federal, o PSDB precisa de São Paulo, tem que estar unido."

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