Pedro Vensceslau|Estadão
Pedro Vensceslau|Estadão

Doria é inscrito nas prévias do PSDB e assume que irá disputar o governo de SP

Em evento, Doria diz que não precisa do aval de Alckmin para disputar as prévias, mas sim do PSDB

Daniel Weterman e Pedro Venceslau, Estadao Conteudo

12 Março 2018 | 18h18
Atualizado 12 Março 2018 | 17h01

Um ano e dois meses após assumir a Prefeitura de São Paulo se dizendo um gestor que não é político, o prefeito João Doria foi inscrito nesta segunda-feira, 12, por correligionários nas prévias do PSDB e assumiu publicamente sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes em um ato político na capital.

Após fazer um discurso exaltado para as lideranças tucanas que lotaram o diretório da legenda, Doria foi questionado por jornalistas se o seu projeto conta com o aval do governador Geraldo Alckmin, seu padrinho político. “Não é preciso aval do governador. É preciso aval do PSDB. O governador respeita a decisão partidária”, afirmou.

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Além de Doria, também estão na disputa o suplente de senador José Aníbal, o cientista político Luiz Felipe Dávila e o secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro. Nos últimos dias, o prefeito tem sido atacado pelos adversários internos do PSDB pela pressão feita por seus aliados em torno de sua candidatura. Eles acusam o diretório estadual da legenda de favorecer Doria na disputa. A direção do partido nega.

 

 

A inscrição de Doria nas prévias foi feita com 1.785 assinaturas de delegados do PSDB no estado. Com esse docunento em mãos, aliados e militantes utilzando camisetas com o mote “Doria governador” se revezaram em discursos e gritos de guerra enquanto esperavam a chegada do prefeito.

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Entre os signatários está o chanceler Aloysio Nunes Ferreira. Em sua fala, Doria fez um jogral com a plateia: “Vocês querem uma candidatura vitoriosa? Querem vitória ou derrota? Nós vamos juntos para a vitória em São Paulo”.

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Entre os presentes ao ato estavam o deputado Ricardo Tripoli, ex-líder do PSDB na Câmara, Cauê Macris, presidente da Assembleia, e o presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, que declarou apoio a Doria. As prévias tucanas estão marcadas em dois turnos, nos próximos dias 18 e 25.

Dois palanques. No discurso após assumir que é candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Doria evitou rivalizar com o vice-governador Márcio França (PSB), que também é pré-candidato à sucessão de Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes. Ele disse que os dois palanques poderão eleger Alckmin para o Planalto e ressaltou que o canal de diálogo com Márcio França está "aberto" e que respeita o vice-governador. Também reforçou que não há "mal nenhum" na existência de dois palanques de Alckmin em São Paulo.

"Juntos poderemos fazer, o objetivo maior é eleger Geraldo Alckmin presidente do Brasil", disse Doria. O prefeito repetiu que não quer ver um candidato de extrema esquerda e outro de extrema direita chegar ao segundo turno da eleição nacional. No discurso, ele destacou que o  "adversário do PSDB está fora do partido", mas garantiu que não é uma referência ao vice-governador. 

Na semana passada, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, aliado de Doria, classificou o vice-governador como o "maior adversário do PSDB" na sucessão estadual. O prefeito da capital paulista enfatizou que o maior adversário é o PT.

 

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