Bruno Ribeiro/Estadão
Bruno Ribeiro/Estadão

Doria diz que se esforçará 'pessoalmente' para manter aliança com DEM

O prefeito de São Paulo disse ter uma 'boa relação' com Rodrigo Maia, que afirmou, nesta quarta-feira, que não apoiaria os tucanos nas eleições presidenciais

Bruno Ribeiro*, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2017 | 08h23

SHENZEN - Em visita oficial à China, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que se esforçará pessoalmente para manter a aliança de seu partido com o DEM, sigla do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ). Nesta quarta-feira, Maia disse ao portal "Poder 360" que seu partido não apoiaria os tucanos nas eleições presidenciais do ano que vem em entrevista.

"Nós temos uma parceria histórica com o DEM e eu vou pessoalmente trabalhar para que esta parceria se mantenha. O DEM mantém essa relação política institucional não só no processo eleitoral como também na gestão", disse Doria, referindo-se a seu próprio governo. 

"Em São Paulo, são nossos parceiros no plano municipal e no plano estadual. E funcionam magistralmente bem, na cooperação com pessoas e áreas de atuação onde eles são muito contributivos", disse. "Creio que a melhor alternativa para os dois seria manter essa parceria nos próximos anos", completou o prefeito. 

Doria disse ter uma "boa relação" com Maia e que "respeita bastante" sua trajetória política. 

"Efetivamente, o DEM ganhou força nos últimos anos e ganhou musculatura. Mas isso não impede que o PSDB e o DEM continuem sendo aliados históricos. Eu tenho segurança que essa posição será mantida e com o equilíbrio e o bom senso que tem o líder Rodrigo Maia", afirmou.

O tucano citou ainda que, na capital paulista, a prefeitura está sendo ocupada pelo vereador Milton Leite, do DEM, uma vez que tanto Doria quanto seu vice, Bruno Covas (PSDB) estão fora da cidade. 

Aliados desde a eleição presidencial de 1994, PSDB e DEM se afastaram após a divulgação de conversas entre um dos donos da JBS, Joesley Batista, e o presidente Michel Temer. Porém, nesta segunda-feira, 24, um jantar no Palácio Bandeirantes com o governador Geraldo Alckmin e a cúpula do DEM parece ter reaproximado as duas siglas

Os dois lados avaliam que o peemedebista deve conseguir barrar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra ele na Câmara por corrupção passiva. A votação na Casa da aceitação ou não da denúncia está marcada para 2 de agosto. 

*Repórter viajou a convite do governo chinês

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