Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Doria diz que se ‘arrepende’ de ter votado no Bolsonaro

Em entrevista à CNN, governador, eleito com a bandeira ‘BolsoDoria’, segue exemplo da deputada Janaina Paschoal; ‘Condeno que o presidente dê mais exemplos aos brasileiros’

Gregory Prudenciano, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 20h50

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seguiu o exemplo da deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) e disse nesta segunda-feira, 16, que se arrepende de seu voto em Jair Bolsonaro em 2018. “Me arrependo, sim”, disse Doria, em entrevista à CNN. “Eu não tenho compromisso com o erro. Se erros foram cometidos, inclusive por mim, eu tenho obrigação de corrigir”, falou o tucano.

“Eu sigo o caminho das pessoas de bom senso e de equilíbrio, não vou seguir endossando um presidente da República que afronta o Judiciário, que afronta a liberdade imprensa, que não administra o que deveria administrar. Eu condeno e lamento que o presidente da República do Brasil dê maus exemplos aos brasileiros”, argumentou o governador.

Doria voltou a criticar a postura do presidente da República em meio à crise com o coronavírus. Olhando para a Câmara, o governador paulista deu uma “bronca” em Bolsonaro: “Presidente, acorde! O senhor foi eleito para ser presidente do Brasil. Administre o Brasil. Estamos vivendo uma crise gravíssima, não é hora de fazer chacota, não é hora de intimidar governadores”.

Falando em defesa dos governadores, o tucano cobrou respeito de Bolsonaro na lida com chefes das unidades federativas. Doria disse lamentar “que um presidente da República queira ridicularizar os governadores que estão trabalhando” para conter o alastramento do coronavírus. Segundo o governador de São Paulo, há uma “dissintonia” entre Bolsonaro e a realidade.

Perguntado se teria sido eleito governador em 2018 sem colar na campanha de Bolsonaro – Doria encampou o “BolsoDoria” no segundo turno das eleições –, o tucano fez menção da expressiva votação que recebeu em 2016 para a Prefeitura de São Paulo e disse que “não faz futurologia”.

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