KIKO SIERICH/FUTURA PRESS
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Doria diz que são 'lisonjeiras' pesquisas que o apontam como potencial presidenciável

Pesquisa Ibope, feita antes da divulgação da lista de Fachin, mostra Doria empatado tecnicamente com Aécio, Serra e Alckmin

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2017 | 18h23

FOZ DO IGUAÇU - Ainda que reafirmando não ser potencial candidato à presidência da República, o prefeito de São Paulo, João Doria, disse que são "lisonjeiras" as pesquisas que citam seu nome bem colocado na disputa.

"São lisonjeiras para nós, porque mostram um índice de aprovação elevado. Ninguém frequenta pesquisas nacionais se tivesse fazendo uma má gestão", disse.

Pesquisa Ibope divulgada pelo Estado nesta quinta-feira, 20, coloca Doria em iguais condições de disputa com os três principais caciques tucanos e potenciais candidatos do partido à presidência, os senadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

De acordo com a pesquisa, os quatro tucanos aparecem empatados tecnicamente em número de eleitores potenciais. Apesar de ser menos conhecido, Doria aparece com 24%, um ponto porcentual a menos que Serra. Alckmin e Aécio obtiveram 22% cada

Ao falar sobre o assunto em Foz do Iguaçu, durante o 16º Fórum de Líderes Empresariais, Doria atribuiu os números da pesquisa a sua gestão à frente da prefeitura de São Paulo.

"Não sou político orgânico, não tenho vida partidária, então, a única avaliação que as pessoas podem fazer a meu respeito é daquilo que estou fazendo como prefeito", disse.

A mesma pesquisa apontou o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva como o presidenciável com maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto.

A aferição foi feita antes de vir a público a lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com as delações de executivos da Odebrecht que acusaram o petista de corrupção.

Ao falar a grandes empresários durante o Fórum, Doria dedicou grande parte de seu discurso a criticar Lula, sempre ressaltando que não falava como "candidato a nada".

Segundo ele, o "descalabro" dos governos petistas foi responsável pelo "maior assalto aos cofres públicos da história da humanidade". Não falo como candidato a nada. Falo como brasileiro. E como brasileiro ninguém vai me calar", concluiu.

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