WILTON JUNIOR/ESTADAO
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Doria diz que PSDB deve decidir rapidamente sobre apoio a Temer

Em entrevista a rádio, prefeito de São Paulo afirma que a situação é grave e voltou a dizer que momento é de focar na aprovação das reformas no Congresso

Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2017 | 09h14

Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã desta sexta-feira, 30, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que é um dilema para o seu partido decidir se continua ou não na base de apoio do governo do presidente Michel Temer. O prefeito lembrou que não faz parte da direção da sigla, mas cobrou da executiva nacional tucana uma decisão urgente a esse respeito. Atualmente, o partido tem quatro ministros na Esplanada dos Ministérios.

Na sua avaliação, a situação é muito grave, sobretudo após as denúncias que pesam sobre a gestão do peemedebista. Contudo, cabe ao PSDB defender a governabilidade e proteger o Brasil. "A situação é grave e a executiva nacional deve se reunir o mais breve possível para avaliar a questão. Defendo a governabilidade, mas proteger o Brasil não é proteger o governo Temer e nem dar apoio incondicional", destacou. E frisou que o momento é de focar na aprovação das reformas em curso no Congresso Nacional, como a trabalhista e previdenciária, sob alegação que o País precisa voltar a crescer e gerar empregos.

Na entrevista, Doria disse também acreditar que vem crescendo na população brasileira o sentimento - que começou nas eleições municipais que o elegeram no ano passado - de optar por candidatos que tenham o perfil, o desenho e a moldura do novo, do gestor, afastado da índole meramente política. "Acredito que os candidatos com este perfil terão mais chances de vitória nas eleições gerais do ano que vem, seja para presidente da República, governador ou para o Congresso Nacional".

Como apurou o Estado, a chegada da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer na Câmara nesta quinta-feira, 29, levou o PSDB a estabelecer um novo prazo para decidir sobre o desembarque ou permanência no governo. O limite agora deve ser a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa que vai avaliar a admissibilidade do pedido da PGR.

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