Leon Rodrigues/PMSP
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Doria diz que 'põe a mão no fogo' por Alckmin

Prefeito de São Paulo defende padrinho político em evento na Fundação Espanha-Brasil

O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2017 | 21h05

O prefeito de São Paulo, Joao Doria (PSDB), disse na noite desta segunda-feira, 24, que “põe a mão no fogo” pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), mesmo após seu padrinho político ter sido citado por delatores da Operação Lava Jato. “Eu ponho a mão no fogo por ele, Geraldo Alckmin. Como cidadão, como pai, como amigo e como homem público”, disse. No sábado, 22, em Foz do Iguaçu (PR), o prefeito afirmou que Alckmin ficou "muito constrangido" com as citações.

Alckmin foi citado por três delatores da Odebrecht. Os ex-executivos afirmaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o governador de São Paulo usou o cunhado para receber R$ 10 milhões do setor de Operações Estruturadas, identificados pelos investigadores como propina da empreiteira. Alckmin nega.

As informações constam de manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Edson Fachin encaminhou o caso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), foro competente para investigar governadores de Estado.

Pouco antes de participar de um jantar oferecido pela Fundação Conselho Espanha-Brasil, em um hotel de luxo, Doria disse que o governador saberá fazer sua defesa das acusações. “Tenho muita convicção que ele saberá fazer sua defesa e será absolutamente isentado de qualquer situação que o implique na Lava Jato”, disse.

Doria afirmou não crer que as citações a Alckmin o enfraqueçam na tentativa de se cacifar como candidato do PSDB à Presidência. E voltou a dizer que o governador de São Paulo é o “candidato natural”. 

Segundo ele, são gentilezas e generosidade as afirmações de que ele poderia ser candidato. Mais cedo, no mesmo evento, o governador Marcondes Perillo (PSDB), referindo-se ao assunto, disse que o prefeito de São Paulo é o "próximo da fila".

O prefeito disse que conversa apenas sobre “gestão”, e que o tema política não é tratado em suas interlocuções diárias com o governador. “A conversa não é de política. É de gestão. O tema político não é pauta e nunca foi. Discutimos de forma muito objetiva os temas comuns de cidade e de estado”, disse. “Nem ele ele provoca esse assunto nem eu”, completou.

Equívoco. Por um equívoco do cerimonial, Alckmin não foi chamado para discursar, como o fizeram, entre outros, o ex-presidente Fernando Henrique Cardos e Doria. Na saída do jantar, o governador reagiu com bom humor ao episódio. "Poupei o discurso", brincou. / Valmar Hupsel Filho, Daniel Weterman e Eduardo Laguna


 

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