WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Doria diz que lista de Fachin desgasta 'classe política'

Prefeito minimiza citação a Alckmin e defende a possibilidade de afastamento temporário de ministros investigados em 'casos pontuais'

Pedro Venceslau*, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2017 | 10h56

Seul - O prefeito de São Paulo, João Doria, disse nessa quarta-feira, 12, que "de certa forma" a lista do ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, com os nomes que serão alvo de inquérito em decorrência dessa operação traz um desgaste para os políticos tradicionais.

"Embora investigação não signifique punição, é sempre um desgaste para a classe política de forma geral", disse o tucano aos jornalistas que o acompanham em uma viagem oficial a Seul, na Coreia do Sul.

O prefeito defendeu a possibilidade de afastamento temporário de ministros investigados, mas só "em casos pontuais". "Dependendo da gravidade, o ideal seria, em circunstâncias pontuais, um afastamento temporário. Cada caso é um caso. Não é linear."

Ainda segundo o tucano, a Lava Jato está fazendo bem ao Brasil de maneira geral. "Ela mancha aqueles que não procederam bem, mas não afeta a democracia".

Sobre seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin citado por delatores da Lava Jato, o prefeito minimizou: "O governador Alckmin é um homem decente, correto e honesto. Um dos melhores políticos do País. Ele vai saber fazer sua defesa", disse. O pedido para investigar Alckmin foi enviado por Fachin para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) avalie se autoriza a abertura de inquérito. 

* O repórter viajou a convite da Prefeitura de Seul

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