GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

Doria diz que depoimento de Lula foi 'lamentável' e volta a chamá-lo de 'mentiroso'

Prefeito de São Paulo estará fora do programa nacional do partido, que será veiculado na noite desta quinta-feira

Adriana Ferraz e Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2017 | 13h22

O prefeito de João Doria (PSDB) voltou a criticar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 11, durante coletiva de imprensa. "O Lula cada vez mais se apresenta como um ator, o ator da mentira, o ator que engana, o ator que usa até a sua falecida ex-esposa para justificar a sua conduta e a incapacidade de defender o indefensável", afirmou o tucano. "Lamentável  o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mostra que cada vez mais ele se apresenta como o maior mentiroso que este País já viu", declarou.

Sobre a situação dentro de seu partido, Doria disse não estar incomodado em não aparecer na propaganda televisiva dos tucanos, ocupada principalmente por nomes tradicionais dentro da legenda, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

"Não, nenhum (incômodo). Eu não tenho a obrigação, nem a síntese de ter que estar presente na propaganda partidária do PSDB: tudo a seu tempo", afirmou.

Fora do programa. Dono de uma popularidade recorde à frente da Prefeitura de São Paulo e já cotado para disputar a vaga do PSDB na corrida presidencial de 2018, João Doria ficou fora do programa nacional do partido, que será veiculado às 20h desta quinta-feira, 11, em emissoras de TV e rádio de todo o País. A cúpula nacional do PSDB optou por defender, no programa, a importância da prática política para a democracia, na contramão do discurso adotado por Doria, do "não político" e do "gestor". Em função dessa escolha, não apenas o prefeito da capital, mas também o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, também não ganhou espaço. Assim como Doria, Marchezan defende a redução do tamanho do Estado e as parcerias com a iniciativa privada.

Sem as caras novas, o programa trará o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Aécio Neves e o governador paulista Geraldo Alckmin, os dois últimos com implicações na Lava Jato. Na manhã de ontem, durante inauguração de um centro oncológico na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, Alckmin confirmou que gravou uma participação curta no programa, mas que não sabia se iria ou não ao ar. O governador estava acompanhado pelo senador José Aníbal, que assumiu a vaga de Aloysio Nunes, atual ministro de Relações Exteriores do governo Temer, e criticou o discurso do "não político". "Isso é um absurdo, é trabalhar contra a democraria", disse, sem criticar diretamente Doria ou qualquer outro "não politico".

 

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