02 de novembro de 2019 | 05h00
O governador João Doria (PSDB) diz em entrevista ao Estado que o “centro democrático” é uma “boa opção para o País”, num movimento para se contrapor ao tom de polarização adotado pelo presidente Jair Bolsonaro. Doria, visto como candidato à sucessão em 2022, fala em “manter um bom diálogo com a esquerda e a direita”. Questionado sobre o discurso contra a esquerda mantido por ele desde a eleição à Prefeitura de São Paulo, afirma que não há campanha “com tom de missa de domingo”. “A esquerda não ameaça a democracia, assim como a direita.”
Totalmente inoportuna e inadequada, como muitas de suas manifestações. A democracia no Brasil está consolidada. Os Poderes também, bem como a liberdade de imprensa.
Bebianno, de fato, virá. Vai se filiar ao PSDB no Rio. É muito bem-vindo, assim como o general Santos Cruz será bem-vindo. Não se trata de uma visão natural, mas circunstancial. O PSDB receberá novas filiações de parlamentares de outros partidos nos próximos meses. À medida que se consolida a visão de um ‘novo projeto do PSDB’, um partido de centro com visão liberal e democrática, ele vai cativando o sentimento daqueles que comungam desse mesmo pensamento. O centro democrático é uma boa opção para o País, que pretende manter um bom diálogo com a esquerda e a direita.
Nos valores da verdade, decência e transparência, sim. Nos valores da modernidade, não. O Brasil mudou, as pessoas mudaram.
Não mais. Também as teses da social-democracia já não se aplicam da mesma maneira de 30 anos atrás. O PSDB não pode ser mais um partido que vive do passado.
A sigla PSDB é bem aceita. Pesquisamos isso. Então, a sigla será mantida, não será alterada. Mas nós incorporamos as cores verde e amarela. Antes, era branco, azul e amarelo.
A ameaça pode estar na extrema-esquerda, assim como na extrema-direita. A esquerda não ameaça a democracia, assim como a direita também não. São dois pensamentos que merecem respeito.
O tom de uma campanha eleitoral é sempre mais efervescente. Não há campanha eleitoral com tom de missa de domingo. É tom de comício. Terminada a eleição, é tempo de gestão.
Não. Sou uma pessoa bem-educada e formada. Estudei nos Estados Unidos, França e Itália. Essa convivência internacional me deu a possibilidade de compreender o valor da pluralidade. Minha visão é liberal nos costumes.
É uma relação fluida. Nós temos uma relação constante com o governo Bolsonaro em diversas áreas. Algumas, eu diria, até muito bem construídas, como é o caso do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Luciano Huck é um bom rapaz, com uma boa formação, sentimento patriótico e, além de tudo, uma pessoa que é amiga e a quem devoto admiração. Mas nós precisamos de uma eleição com pessoas com experiência, vivência. Luciano Huck ainda deve acumular mais experiência ao longo da sua vida.
Não é hora de discutir eleição de 2022. É hora de gestão.
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