Sérgio Castrro/Estadão
Sérgio Castrro/Estadão

Doria busca aproximação com PSL em reunião com senador Major Olimpio

Partido do presidente eleito Jair Bolsonaro será maioria na Assembleia paulista; o futuro governador busca ter algum deputado eleito pela legenda em sua equipe

Pedro Venceslau e Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2018 | 05h00

O governador eleito João Doria (PSDB) vai se reunir nesta segunda-feira, 12, com o senador eleito e presidente estadual do PSL, Major Olimpio, que fez campanha contra o tucano no 2° turno em São Paulo. A informação foi antecipada neste domingo, 11, pela coluna Direto da Fonte. O encontro é uma tentativa de pacificar a relação com o PSL, que elegeu a maior bancada da Assembleia, com 14 deputados.

A legenda pode fazer parte do secretariado de Doria. Segundo o deputado federal Eduardo Bolsonaro, vice-presidente do PSL paulista, um deputado estadual do partido pode ser indicado para a equipe do tucano. 

Bolsonaro ressaltou, porém, que isso não implica “necessariamente” em alinhamento automático de toda a bancada com as propostas apresentadas pelo Palácio dos Bandeirantes. 

“Acho que o Doria, pelo que ele falou na sua campanha, está, pelo menos nesse momento, alinhado às ideias do Jair Bolsonaro, que são as ideias do PSL. Então naquilo que for ajudar a polícia a bem trabalhar e evitar doutrinação nas escolas, estamos juntos”, disse Eduardo Bolsonaro ao Estado

Ainda segundo o deputado, Doria não pode ser o tipo de governador que vai conversar com todo mundo. “Senão, daqui a pouco, ele estará colocando deputado do PSOL no governo, como o caso emblemático da Soninha na Prefeitura.”

A bancada do PSL teve duas reuniões nas últimas duas semanas em que se decidiu pela independência do governo, mas também que deputados poderiam eventualmente ocupar secretarias. “Não vejo nada demais em um colega aceitar um eventual convite”, disse a deputada estadual eleita Janaína Paschoal, que é candidata à presidência da Assembleia. "O que eu não posso admitir é que um convite e uma aceitação impliquem comprometimento da bancada. Isso seria prostituição", completou.

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