Gabriela Biló/ Estadão
Gabriela Biló/ Estadão

Doria avança na montagem de equipe para 2022; Meirelles vai auxiliar no plano econômico

Nome do atual secretário da Fazenda do governo paulista é o primeiro confirmado por Doria; Alckmin faz novo aceno a Lula

Pedro Venceslau e Levy Teles, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2021 | 14h08
Atualizado 29 de novembro de 2021 | 22h35

Definido como pré-candidato do PSDB à Presidência, o governador de São Paulo, João Doria, iniciou a montagem de sua equipe de campanha. Ele escalou o secretário da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), entre os economistas que ajudarão a formular seu plano de governo. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 29, durante entrevista na sede do partido, no bairro dos Jardins. Quase ao mesmo tempo, também na capital paulista, Geraldo Alckmin – o ex-governador do Estado e último presidenciável tucano – voltou a indicar que não rejeita a ideia de ser candidato a vice numa chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Os fatos simbolizaram o momento do PSDB, que concluiu sua consulta interna sem conseguir unir o partido em torno de um projeto nacional. Antigo padrinho, mas hoje desafeto de Doria, Alckmin deve deixar a legenda. Ele se reuniu com lideranças de centrais sindicais, na sede do Sindicato dos Químicos, e ouviu um apelo para que refletisse sobre a possibilidade de ser candidato a vice na chapa do petista. 

O encontro foi fechado à imprensa, mas líderes sindicais ouvidos pelo Estadão afirmaram que Alckmin voltou a fazer acenos a uma hipótese de dobradinha com o ex-presidente. Fez também leituras do cenário político nacional, elogiou novamente a capacidade de articulação de Lula e defendeu uma união nacional para o Brasil sair da crise.

Este também foi o tom de Doria ao informar que Meirelles, atualmente filiado ao PSD, aceitou o convite para participar da equipe de pré-campanha – apesar da candidatura ao Senado por Goiás. O governador afirmou que o time que vai construir seu plano econômico terá seis integrantes e sua campanha não terá um “posto Ipiranga”. Na campanha de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro usou essa expressão para anunciar que Paulo Guedes teria carta branca em caso de vitória. 

Auxiliares do tucano dizem que ele procura mulheres para o grupo e que “sonha” com a participação da economista Ana Carla Abrão, colunista do Estadão. Ela chegou a ser convidada para ser secretária da Fazenda da Prefeitura de São Paulo quando Doria foi eleito em 2016, mas declinou do convite. Outro nome que aparece com frequência na lista de apostas de Doria é a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, que é uma das mais próximas auxiliares do governador nas viagens internacionais e contatos com investidores. 

Na entrevista coletiva, Doria foi questionado sobre o futuro de Alckmin e reagiu com diplomacia. “Gostaria que ele permanecesse no PSDB. Mas essa é uma decisão soberana do governador Geraldo Alckmin”, afirmou. O pré-candidato tucano disse ainda “respeitar” a biografia e a trajetória de Alckmin, um dos fundadores do PSDB. E ainda classificou o ex-governador como um “homem honesto e decente”. Mas, questionado sobre a hipótese de o ainda correligionário integrar uma chapa com Lula, Doria afirmou que preferia não comentar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.