Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil

Doria atribui queda em pesquisa à herança do PT e diz que mantém viagens

Prefeito minimizou resultados do levantamento, que mostram que paulistanos rejeitam eventual candidatura à Presidência

Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2017 | 14h38

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria, minimizou neste domingo,8, a pesquisa que mostrou que sua aprovação caiu nove pontos e que a maioria da população rejeita uma eventual candidatura dele à Presidência da República.

Doria atribuiu a queda à falta de dinheiro e à herança do PT, que governou a cidade antes dele. A pesquisa foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.

"Nós estamos com nove meses de gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, sem recursos. Temos R$ 7,5 bilhões de déficit no orçamento, que foi herança do PT, e nós estamos fazendo uma política responsável de controle de despesas", afirmou.

"É duro você fazer gestão pública sem recursos, dependendo de apoio do setor privado, dependendo da cooperação e da solidariedade de muitas pessoas", acrescentou, no lançamento do seu programa de recape de asfalto, o Calçada Nova.

Perguntado sobre a preferência dos paulistanos, de que ele permaneça na Prefeitura ao invés de disputar a Presidência da República, ele disse não se apresentar como candidato. "Quem induz e apresenta o meu nome são as pesquisas", afirmou. "Eu não me apresento como tal [como candidato], o dia de amanhã cabe ao amanhã."

O prefeito também negou que esteja fazendo campanha.

Apesar da pesquisa ter detectado que 49% da população de São Paulo vê as viagens do prefeito como sendo mais prejudiciais que benéficas à cidade, Doria disse que a viagem à Itália, nos próximos dias, está mantida. "Não muda nada em relação às viagens, nem nacionais e nem internacionais."

Ele disse ainda que muitas dessas viagens estão totalmente focadas na busca de investimentos e que as viagens nacionais são para firmar acordos de cooperação.

Seus opositores políticos veem as viagens como uma caravana de campanha eleitoral.

Perguntado da necessidade de ir pessoalmente para fechar acordos e pedir investimento, Doria respondeu que isso é "sempre feito de prefeito com prefeito".

"Por isso que existem prefeitos. Se não, não existiriam prefeitos", afirmou.

Sobre as críticas do ex-governador tucano, Alberto Goldman, que acusou o prefeito de descuidar de São Paulo em função da pretensão de disputar a Presidência, Doria respondeu: "O Goldman já é fato passado, ele é inexpressivo."

O prefeito estava acompanhado de seu vice, Bruno Covas, dos secretários Julio Semeghini (Governo) e André Sturm (Cultura), e do sub-prefeito Paulo Mathias, entre outros membros da administração municipal.

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