Pedro Venceslau/Estadão
Pedro Venceslau/Estadão

Doria anuncia general na Segurança e mais três integrantes de sua equipe

Governador eleito anuncia general João Camilo Pires de Campos para Segurança e divulga nomes para a Energia, Relações Internacionais e Chefia de Gabinete

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2018 | 12h31
Atualizado 14 Novembro 2018 | 11h58

Depois de prometer durante a campanha eleitoral que nomearia um “policial” para comandar a Secretaria da Segurança Pública, o governador eleito João Doria (PSDB) anunciou nesta terça-feira, 13, o general da reserva João Camilo Pires de Campos para a chefia da pasta. 

Para acomodar os interesses corporativos da Polícia Civil e Militar, o tucano disse que serão criadas duas secretarias executivas, uma para cada instituição e ambas submetidas ao general Campos. 

O militar foi um dos coordenadores do capítulo de segurança do programa de governo de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República e passou para a reserva após 48 anos de serviços no Exército.

Campos será o primeiro nome do Exército à frente da Secretaria da Segurança Pública em São Paulo desde 1979, quando o coronel Erasmo Dias comandou pasta. 

Questionado sobre ter prometido que nomearia um policial, Doria desconversou. “Nós melhoramos, evoluímos nossa ideia e melhoramos ao ter um general à frente da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo”, disse o tucano.

Segundo auxiliares de Doria, a ideia de nomear um representante das corporações policiais foi abandonada para evitar o acirramento da disputa histórica entre a PM e a Polícia Civil. Entidades das duas corporações, porém, viram com reservas a escolha do general. 

“Ele (general Campos) vai comandar uma polícia que tem natureza civil. É preciso que ele respeite isso. A carreira de delegado de polícia é jurídica e não pode ser regida pela disciplina estática e rigorosa do militarismo”, afirmou ao Estado o delegado Gustavo Mesquita, presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo. 

“Temos quadros na polícia para chefiar politicamente o setor. A polícia atingiu um nível de profissionalismo muito grande”, disse o coronel Carlos Alberto de Camargo, ex-comandante-geral da PM. 

A escolha de Campos foi elogiada pelo general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, deputado federal eleito pelo PSL. “A indicação do Campos é excelente. Ele é capaz, comandou o Sudeste, tem contatos com as duas polícias e conhece os problemas da Segurança Pública”, afirmou. 

Na cerimônia de anúncio de novos secretários, Doria foi questionado se a polícia será orientada a atirar para matar em caso de confronto. “Óbvio que a primeira ação da polícia não será matar, será na inteligência, depois na pronta resposta que é imobilizar o criminoso. Se o criminoso reagir a ação será para imobilização. A orientação é que se ele ainda assim reagir armado é que ele vá deitado para o cemitério”, disse o tucano. 

Doria anuncia mais nomes para sua equipe

O governador eleito também anunciou mais nomes de sua equipe à frente do Palácio dos Bandeirantes. Conforme antecipado pelo Estado, o engenheiro Marcos Penido vai comandar a “supersecretaria” de Energia, Saneamento, Recursos Hídricos e Meio Ambiente. Penido deixou na segunda-feira a secretaria das Subprefeituras da gestão Bruno Covas (PSDB). 

O empresário Julio Serson, ex-secretário das Relações Internacionais no município, vai assumir uma secretaria especial na mesma área na gestão estadual e também será presidente da companhia Investe SP. 

Wilson Pedroso, o mais próximo auxiliar de Doria desde as prévias do PSDB para a Prefeitura, em 2016, e ex-chefe de gabinete do tucano, será o chefe de gabinete do Palácio dos Bandeirantes. 

Na presença do presidente estadual do PSDB, deputado Pedro Tobias, Doria fez questão de frisar que Pedroso é filiado ao partido. /COLABOROU MARCELO GODOY

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