Doria agora defende permanência de Aécio no comando do PSDB

Após dizer que ciclo de senador se encerrou, prefeito de São Paulo diz que mineiro deveria ficar na presidência do partido até nova executiva ser eleita, no final do ano

Renan Truffi, enviado especial, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2017 | 16h41

GOIÂNIA - O prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador de Goiás, Marconi Perillo, ambos colegas de PSDB, saíram em defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), após almoço com empresários do agronegócio em Goiás, nesta quinta-feira, 19. Nos últimos meses, Doria defendeu a saída do senador mineiro do comando da sigla.

+++ Doria diz que Aécio deve ter 'grandeza' de entender que seu ciclo 'se encerra'

+++ Doria apoia Aécio no Senado, mas fora da presidência do PSDB

Os tucanos minimizaram a polêmica envolvendo uma possível renúncia de Aécio da presidência do PSDB, após o mineiro retomar o mandato parlamentar com a ajuda de 44 senadores. Isso porque o presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), disse publicamente que Aécio não tem mais condições de estar à frente da legenda.

+++ Tasso diz que não entrega cargo de presidente interino do PSDB

Doria e Perillo lembraram, em entrevista coletiva, que Aécio já está licenciado do posto e que as eleições internas do partido devem ocorrer em pouco mais de um mês.

"Temos cerca de 40 dias para a convenção nacional do PSDB, quando será eleita uma nova Executiva Nacional do partido. Não me parece fazer sentido fazer mudanças agora, havendo uma eleição programada para início de dezembro. O que eu defendo fundamentalmente é o respeito a este rito. Nós precisamos de serenidade, equilíbrio e pacificação no Brasil para podermos avançar. Não podemos ter um País convulsionado para discutir qualquer tema", disse Doria.

O prefeito da capital paulista aproveitou as perguntas para enaltecer o nome de Perillo como novo candidato à presidência do partido. "No meu caso, eu tenho lado. O meu lado é o do governador Marconi Perillo. Eu respeito (a posição do Tasso), mas a 40 dias da eleição do PSDB faz mais sentido seguir esse rito", argumentou Doria antes de rebaixar o tema. "A população não está preocupada com as questões partidárias, está preocupada com o seu bem-estar. O que população fundamentalmente espera é que haja uma retomada econômica", complementou.

Aliado de Aécio, Perillo pediu a palavra para também rebater os pedidos pela saída do mineiro. "Na minha opinião, não se justifica pedir ao senador Aécio que antecipe sua saída da Presidência do PSDB, já que ele não está sequer presidindo o PSDB. A verdade é que ele está licenciado, não está atrapalhando em nada. Ele tem legitimidade. Foi escolhido como presidente do partido. Essa é uma discussão desnecessária", disse o governador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.