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Dono do castelo chora e atribui 'achincalhamento' a ACM Neto

Edmar Moreira se defende ao depor no Conselho de Ética sobre suspeita de mau uso de verba indenizatória

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo,

20 de maio de 2009 | 16h04

Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) atacou nesta quarta-feira, 20, o corregedor da Câmara, deputado ACM Neto (DEM-BA), presidente da comissão de sindicância. Moreira é acusado de quebra de decoro parlamentar em processo que teve início na comissão. O deputado, famoso por possuir um castelo de R$ 25 milhões não declarado à Receita, é acusado de uso indevido de recursos da verba indenizatória.

 

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"A comissão de sindicância constituiu como seu presidente o homem diretamente interessado em ceifar meu mandato e que foi responsável pelo meu achincalhamento público. Que isenção, que legitimidade possui esse indivíduo para averiguar qualquer ato em relação à minha pessoa?", protestou Edmar que, no entanto, elogiou os outros quatro deputados integrantes da comissão.

 

"A meu ver, eles em nada compactuaram com essa peça acusatória", afirmou o deputado processado. Edmar chorou ao falar da origem humilde do pai, que era carteiro. Disse que construiu o castelo de R$ 25 milhões, na zona da mata mineira, nos anos 80, quando era empresário e não exercia mandato parlamentar.

 

"Qual foi o erro de querer levar para minha cidade de origem um empreendimento hoteleiro que iria e, se Deus quiser, ainda irá levar investimentos para a região? Quis o destino que o formato fosse um castelo e caiu no imaginário popular. Poderia ter o formato de um iglu, um formato piramidal", alegou o deputado. Edmar reiterou que transferiu a propriedade para os dois filhos, Leonardo e Júlio, em 1993, e por isso deixou de declarar o imóvel à Receita Federal.

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