Dono diz que fazenda invadida em SP é produtiva

Propriedade em cidade no oeste paulista foi tomada por integrantes do MST no domingo

José Maria Tomazela, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2009 | 19h57

O produtor Eduardo Dantas, um dos herdeiros da fazenda Santa Rosa, em Iacri, oeste paulista, invadida no domingo por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse nesta segunda-feira, 28, que as terras são produtivas. Segundo ele, o laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) atestando a improdutividade da área levou em conta um tamanho que a fazenda não tem.

"A área escriturada é de aproximadamente 1.735 hectares, e não de 4 mil hectares, como quer o Incra." A vistoria deu-se após a morte do fazendeiro Eduardo da Silva Marques ocorrida em abril deste ano. "Em decorrência do processo de inventário na Justiça, algumas atividades tiveram de ser paralisadas."

A fazenda é tradicional criadora de gado na região e possui áreas arrendadas para cultivos de cana-de-açúcar, milho e amendoim. A improdutividade alegada pelo Incra está sendo contestada na Justiça.

Os herdeiros entraram com pedido de retirada dos invasores, que ocupam a entrada da fazenda - os barracos foram montados numa área municipal para evitar que se caracterize a invasão. Uma lei federal impede a desapropriação de áreas invadidas. Os sem-terra, no entanto, incursionam pela propriedade. O grupo é ligado a José Rainha Júnior, líder do MST da Base, considerado uma dissidência do MST nacional.

O Incra informou que a Santa Rosa foi considerada improdutiva, após processo formal de vistoria, e deve ser objeto de desapropriação para a reforma agrária. Como o setor de cadastro só retorna em janeiro, o órgão não teve condições de confirmar o tamanho da fazenda.

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