Dono de megafortuna diz que tem ‘papel político’

Ronaldo Cezar Coelho é o candidato mais rico do País, com fortuna de R$ 533 milhões

Wilson Tosta, O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2014 | 18h00

RIO DE JANEIRO - Ronaldo Cezar Coelho, candidato a suplente de senador no Rio, nega semelhanças com outros postulantes à suplência, que financiam campanhas para depois exercer parte do mandato obtido com voto alheio. "Se Cesar Maia (DEM)for eleito e deixar o cargo para ser ministro, assumo e no primeiro dia me candidato, para validar o mandato no voto", diz o ex-deputado tucano, que trocou o PSDB pelo PSD para compor a chapa. 

Ronaldo é o candidato mais rico do País, com fortuna de R$ 533 milhões - inclui obras de arte de Di Cavalcanti e Portinari. Quando ingressou na política, como candidato à Assembleia Nacional Constituinte em 1986, já enriquecera no mercado financeiro. Hoje, nega ser suplente por causa do dinheiro. 

"Minha função não é dar um tostão para a campanha. Meu papel é político".

O candidato a suplente reconhece que "não é lenda, é fato" que muitos suplentes sem carreira política anterior financiam candidatos ao Senado. "É uma maneira de chamar para a política um empresário. Mas o meu caso é diferente."

O empresário Joel Malucelli (PSD-PR), 68 anos, é o segundo candidato a suplente mais rico (R$ 380 milhões). Dono de um time de futebol, ele não esconde que vai apoiar o titular da sua chapa - o atual senador Álvaro Dias (PSDB) - com uma quantia não revelada em dinheiro. Ele diz estar tranquilo para assumir a vaga no Senado se necessário. "Tenho longa amizade com Alvaro Dias. Há um boato de que em caso de vitória do Aécio, o senador poderia assumir algum ministério. Nesse caso eu assumiria a vaga", comenta.

O também empresário Ricardo Franco (PTB-SE), terceiro mais rico, também disse que não foi o dinheiro que o levou para a política. "A política está em meu sangue, é coisa de família", diz o candidato a suplente de Maria do Carmo Alves (DEM), esposa do prefeito de Aracaju. Essa será sua primeira experiência na política. "E se eleito, vou cumprir minha missão."/ Colaboraram Júlio César Lima e Antonio Carlos Garcia, especiais para o Estado.

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