Helvio Romero/ Estadão
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Dono da Riachuelo lamenta saída de Moro, mas diz não estar decepcionado com Bolsonaro

Para Flávio Rocha, saída do ministro da Justiça é uma perda simbólica, mas diz não ver risco de aumento da corrupção no País

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 14h51

Simpatizante do governo Jair Bolsonaro, o empresário Flávio Rocha, presidente do conselho de administração do Grupo Guararapes (dono da Riachuelo), afirmou que a saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, é uma perda simbólica, mas que não vê riscos de aumento da corrupção no País.

“É uma perda porque (Moro) era o símbolo da coluna mais importante do governo, que foi eleito pela luta contra a corrupção. Do ponto de vista simbólico, é uma perda, mas não acho que represente uma interrupção”, disse ao Estado

Questionado sobre as acusações feitas por Moro, de que Bolsonaro tentar interferir na Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas, Rocha destacou apenas que não há risco de corrupção sistêmica no governo. “A corrupção pressupõe algo estatizante. Estamos vendo o livre mercado avançando, que é a antítese da corrupção.”

O empresário disse ainda que, apesar de o Estado estar aumentando sua participação na economia durante a pandemia da covid-19, numa tentativa de suavizar a crise, está claro que esse movimento não representa uma “volta do estatismo”. “O (ministro da Casa Civil, Walter) Braga Netto disse ontem que o Estado vai atuar apenas como coordenador do processo de retomada.”

Rocha destacou também não estar decepcionado com o presidente. “Ainda estou muito otimista com a retomada. Economicamente, estamos no caminho certo.”

De acordo com ele, os locais que estão voltando a abrir o comércio estão percebendo que o consumidor está animado. A Riachuelo deve ter, até o fim de semana, 30 lojas em operação, o que representa 10% do total. A maioria das unidades abertas estão nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Rocha disse ser a favor de uma reabertura do comércio gradual. “São muitas realidades diferentes no País. Há cidades que não tiveram nenhum caso de coronavírus. Devemos ir flexibilizando a quarentena aos poucos, com todo o aprendizado desse período e seguindo novos protocolos.”

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