Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Dono da Riachuelo diz que candidatura de Bolsonaro 'não vingará' e defende Doria

Em entrevista ao Estadão, Flávio Rocha nega compor que possa ser opção de vice na chapa do tucano por ser ‘muito parecido com ele’

Pedro Venceslau, Enviado especial

20 de outubro de 2017 | 17h39

ASSUNÇÃO - O empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, disse ao Estadão/Broadcast que a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) à Presidência "não vingará". Segundo ele, o eleitor espera um perfil "reformista liberal". O nome do prefeito João Doria (PSBD) foi defendido pelo empresário na entrevista, durante o 22° Meeting Internacional, encontro empresarial organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) na capital do Paraguai.

Qual é o perfil ideal para o mercado do candidato à Presidência em 2018?

O perfil que está se desenhando na mentalidade do eleitor é de um reformista liberal. Os ventos liberalizantes vêm soprando desde a eleição de Macri na Argentina. O antigo eleitor súdito, de pires na mão e dependente da caridade estatal e do assistencialismo, deu lugar ao eleitor cidadão, que cobra eficiência do governo. Vê o Estado como prestador de serviço. 

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Como avalia o desempenho do Jair Bolsonaro nas pesquisas e o sucesso do discurso radical de direita que ele faz? 

Não vingará. Sobre o discurso, o pano de fundo é a segurança. O liberal de fato, que acredita no indivíduo em detrimento do Estado, defende isso na economia e na segurança. A população não admite o monopólio da força pelo Estado. Uma questão fundamental que será reaberta será o debate sobre desarmamento.O povo rejeitou o desarmamento. É uma tática perversa das esquerdas: desarma o camponês e solta o MST em cima. Ninguém ainda, que está dentro de um viés liberal, manifestou essa coerência. Ser liberal na economia é ser liberal também na segurança. Acreditar no indivíduo. Se é o individuo será o protagonista da prosperidade econômica, ele também tem o papel fundamental nessa guerra que estamos perdendo, que a guerra da segurança.

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Quem é o seu candidato para o Palácio do Planalto em 2018? 

O processo que mostrou a virada da cabeça do eleitor foi a eleição de 2016. O caso mais emblemático foi o prefeito de São Paulo, João Doria. Entre os nomes colocados, ele é o melhor porta-voz de uma campanha reformista e liberal. Vejo João Doria como um nome nacional. Vejo nele mais viabilidade e chance de ganhar.

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Seu nome é cotado como vice dele...

Fico honrado com a lembrança, mas a composição de uma chapa deve trazer complementaridade de novos segmentos. Sou muito parecido com ele. Somos ambos empresários e liberais. Na hora H, os estrategistas vão recomendar que buscar alguém que complemente. 

Está filiado em algum partido? 

Não tenho filiação. Mas se fosse me filiar, seria ao Novo.

 

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