Dona Marisa não vai a evento de primeiras-damas da América

Primeira-dama era uma das presenças mais esperadas; motivo da recusa foi o Dia da Consciência Negra

Ricardo Westin, do Estadão,

21 de novembro de 2007 | 17h50

A ausência da primeira-dama Marisa Letícia foi uma das mais sentidas na 14ª edição da Conferência de Primeiras-Damas das Américas, que começou na última segunda-feira e termina nesta quarta-feira, em El Salvador. A mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma representante.   Procurados pelo Estado, os organizadores da conferência não souberam explicar por que a brasileira recusou o convite. A assessoria da Presidência informou que Marisa não viajou porque não poderia deixar de participar do evento sobre igualdade racial realizado na manhã da última terça-feira no Palácio do Planalto.   Nesse evento em Brasília, porém, a primeira-dama não fez nenhum discurso. Ela ficou o tempo todo do lado do presidente Lula em silêncio.   Marisa Letícia era uma das primeiras-damas mais aguardadas em El Salvador em razão do prestígio internacional do presidente Lula. Uma ampla pesquisa de opinião feita em 18 países do continente e divulgada na semana passada mostrou que o brasileiro é o mandatário das Américas mais bem avaliado.   A Conferência de Primeiras-Damas é realizada a cada dois anos, sempre em um país diferente das Américas. O tema desta edição é o envelhecimento saudável. Estão no país centro-americano nove primeiras-damas, como as do México, da Colômbia e do Paraguai. Outras cinco primeiras-damas enviaram representantes. Marisa mandou Mariângela Rebuá de Andrade Simões, a encarregada dos temas sociais no Ministério das Relações Exteriores.   Marisa Letícia, de 57 anos, fez questão de ter uma sala no Palácio do Planalto, mas, ao contrário de suas antecessoras, não se encarrega de nenhum programa da área social. Ruth Cardoso presidia o Comunidade Solidária. Rosane Collor estava à frente da Legião Brasileira de Assistência (LBA).

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