Dominicanos avaliam sistema brasileiro de votação eletrônica

Uma delegação de representantes de três partidos da República Dominicana, país da América Central, reuniu-se esta tarde com o presidente do Tribunal Regional Eleitora de São Paulo (TRE-SP), desembargador Alvaro Lazzarini, e depois foi visitar locais de votação na capital. A intenção dos dominicanos é conhecer o sistema de votação eletrônica e implantá-lo no país. O sistema deverá ser utilizado já nas eleições de 2006, quando 5 milhões de eleitores deverão escolher senadores, deputados e prefeitos.Victor Gomes Berges, delegado do Partido Reformista Social Cristão, de centro-direita, afirmou que o sistema eletrônico na República Dominicana será mais moderno do que o brasileiro. "Precisaremos de 15 mil urnas, enquanto no Brasil são usadas mais de 400 mil", comparou, deduzindo que com gastos menores a tecnologia a ser utilizada na República Dominicana poderá ser mais atual e, portanto, mais cara.O político afirmou que a empresa paulistana Samurai, a Softec, de Porto Rico, e a Soinca, da República Dominicana, já estão contratadas para implantar o sistema, que primeiro será de urnas eletrônicas e depois evoluirá para cartão magnético para votação on-line. Esse sistema, de cartão magnético, entrou em teste hoje no Brasil no segundo turno das eleições em Florianópolis (SC)."Inicialmente será usado o sistema de urnas eletrônicas, para depois evoluirmos", considerou Victor Berges. Ele, que veio ao Brasil acompanhado de delegados do partido da Libertação Dominicana, que está no poder, e do partido Revolucionário Dominicano, ambos de centro-esquerda.

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