Dom Luiz Cáppio está abatido e mantém greve de fome

Protesto do Bispo de Barra contra ao projeto de transposição do Rio São Francisco já dura 20 dias

Álvaro Figueiredo,

16 de dezembro de 2007 | 17h59

Após 20 dias sem se alimentar, está consideravelmente abatido e debilitado Dom Luiz Cáppio, Bispo de Barra, distrito de Sobradinho, a 560 quilômetros de Salvador.  Mesmo fragilizado, Frei Cáppio conta com apoio de religiosos, parentes amigos, que têm jejuado solidariamente, e permanece determinado a manter a greve de fome. O Arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Majella Agnelo, e o Vaticano, pediram a Dom Cáppio que encerrasse o protesto, mas desde ontem uma vigília se mantém em Salvador, colhendo assinaturas e chamando atenção para o protesto solitário do religioso de Barra. "O ponto alto será na segunda feira, 17, com uma celebração ecumênica na praça da Piedade, ao mesmo tempo que Frei Luiz Cáppio oficia missa também em Sobradinho", explica Marilda Ferri assessora da O Pastoral que integra o movimento. As obras da transposição, iniciadas em dois canteiros em Cabrobó, Pernambuco estão ainda paralisadas, aguardando efeito suspensivo que derrube a liminar, concedida segunda-feira última, pelo desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, contestada pelo Governo Federal. O ministro do Interior, Geddel Vieira Lima, solicitou ao Ministério da Defesa que retire o Exército do local, para onde foram as tropas do 72.º Batalhão de Infantaria de Petrolina (PE), que responde pela segurança da área. Nesta terça-feira, 18, ultimo dia este ano para reunião do STF, deve ser tomada uma decisão oficial sobre a questão.

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