Doleiro recebe alta após quatro dias de internação

Preso há nove meses, sofreu uma queda brusca de pressão e foi hospitalizado com sinais de desidratação e emagrecimento

Julio Cesar Lima , ESPECIAL PARA O ESTADO

29 de outubro de 2014 | 22h04

CURITIBA - O doleiro Alberto Youssef recebeu alta na manhã desta quarta-feira, 29, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Santa Cruz, de Curitiba, onde ele estava internado desde sábado. O principal alvo da Operação Lava Jato, preso há nove meses, sofreu uma queda brusca de pressão e foi hospitalizado com sinais de desidratação e emagrecimento.

Youssef está preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para onde voltou na manhã desta quarta. Acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro de cerca de R$ 10 bilhões, ele fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público a fim de colaborar com as investigações em troca de redução de pena.

No domingo, dia da votação do 2º turno da eleição, a Polícia Federal precisou desmentir boatos de que Youssef havia morrido por envenenamento. 

O doleiro passou mal no sábado, um dia depois de a revista Veja ir às bancas com uma capa na qual o doleiro afirmava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff sabiam do esquema de corrupção na Petrobrás. 

O boletim médico divulgado após a alta hospitalar de Youssef é assinado pelo cardiologista Rubens Zenobio Darwich. 

Recorrente. Essa foi a terceira vez que Youssef precisou de atendimento médico de urgência após virar alvo da Lava Jato. A primeira foi devido a um enfarte, em 2013, quando ainda era monitorado sem saber. Já em 2014, após ser preso, teve outro ataque cardíaco em julho, quando chegou a passar por cateterismo.

No domingo ele recebeu a visita das filhas e, segundo elas, estava 16 quilos mais magro. O doleiro esteve sob escolta de dois policiais federais em um quarto da UTI coronariana do hospital em Curitiba. 

Os recentes problemas médicos serviram para reforçar o pedido feito pela defesa do doleiro na última semana à CPI Mista da Petrobrás, para que Youssef fosse dispensado de convocação então marcada para ontem. Caso ele fosse obrigado a ir a Brasília, a estratégia da defesa seria o silêncio do cliente, pois Youssef negocia um acordo de delação premiada que requer sigilo.

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