Joedson Alves/Estadão
Joedson Alves/Estadão

Doleiro Alberto Youssef passará fim de ano em casa

Acordo foi firmado entre doleiro e a Procuradoria-Geral da República como contrapartida pela delação premiada firmada no âmbito da Operação Lava Jato

Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2015 | 13h27

BRASÍLIA - O doleiro Alberto Youssef ganhou do juiz Sérgio Moro, do Tribunal Regional Federal do Paraná, o direito de passar o Natal e o ano-novo em casa. O acordo foi firmado entre Youssef e a Procuradoria-Geral da República como contrapartida pela delação premiada do doleiro no âmbito da Operação Lava Jato.

O acordo foi homologado na quarta-feira passada pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos envolvendo o esquema de corrupção na Petrobrás investigado pela Polícia Federal, e inclui a permissão para o delator passar o fim de ano em casa.

A homologação, feita por Zavascki, dá validade jurídica ao acordo, que será executado pelo juiz Moro, da primeira instância, que decretou a prisão do doleiro. 

Um dos principais delatores da investigação, Youssef já citou ao menos 195 nomes de forma direta ou indireta, em depoimento à Polícia Federal. Entre os citados estão os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, além da presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves.

Algumas menções aos políticos citados pelo doleiro não foram consideradas fortes o suficiente para dar origem a investigações por parte da Procuradoria-Geral da República. Em outros casos, o doleiro até negou o envolvimento de parlamentares apontado por outros investigados, como o senador Antonio Anastasia.

Ainda assim, o doleiro continua colaborando com as investigações e vem prestando mais depoimentos aos investigadores mantidos em sigilo e que não foram elencados por sua defesa na petição.

No caso de Dilma Rousseff, o procurador-geral da República Rodrigo Janot avaliou que não caberia apurar as citações por envolverem episódios antes de ela assumir o mandato presidencial. 

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