Dois últimos presos da Satiagraha pedem habeas-corpus ao STF

Braz e Chicaroni são apontados como emissários de Dantas no suborno a delegado da PF; o 1º foi preso ontem

Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo,

14 de julho de 2008 | 18h58

Os últimos dois presos pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, Humberto Braz e Hugo Sérgio Chicaroni, encaminharam nesta segunda-feira, 14, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que sejam soltos. Os dois são apontados pela PF como os emissários de Daniel Dantas, dono do banco Opportunity, que supostamente tentaram subornar um delegado da Polícia Federal para o que nome do banqueiro fosse retirado das investigações.  Veja também:Senado vai barrar pedido de impeachment de Gilmar MendesProcuradores querem pedir impeachment do presidente do STF'Não tem cabimento', diz Mendes sobre pedido de impeachmentMendes rebate Tarso e diz que ele não pode julgar caso DantasOpine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas Entenda como funcionava o esquema criminoso Veja as principais operações da PF desde 2003 Entenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas   As prisões de Daniel Dantas  Os pedidos de liberdade foram feitos ao STF no mesmo habeas corpus que já beneficiou Dantas e os outros investigados. Os dois querem que a decisão de Gilmar Mendes, de soltar os 22 presos pela PF, seja estendida a eles. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo. Os outros 22 investigados foram presos temporariamente e já foram soltos. Braz, ex-presidente da Brasil Telecom Participações, é considerado braço direito do sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas. Ele estava foragido e se entregou apenas nesse domingo à Polícia Federal (PF) em São Paulo.  O habeas-corpus será analisado pelo presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, que já ordenou a soltura dos demais investigados. Se as liminares forem concedidas aos dois, todos os investigados pela PF estarão novamente nas ruas, uma semana depois de deflagrada a operação no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

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