Dois suspeitos no caso Sudam se entregam à PF

Mais duas pessoas se entregaram hoje à Polícia Federal em Tocantins, subindo para 15 o número de presos por suspeita de envolvimento nas fraudes na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A expectativa é que todos os que continuam foragidos se entreguem até esta sexta-feira com exceção do empresário Geraldo Pinto da Silva, dono da GPS, um dos principais escritórios que fornecia assessoria a projetos da Sudam.Nesta sexta-feira chegam ao Estado três procuradores da Advocacia Geral da União (AGU) que irão formar uma força-tarefa com o Ministério Público Federal e a PF para tentar chegar aos principais envolvidos nas irregularidades.Se entregaram à PF em Tocantins, Hilton Ferreira de Campos e Romildo Onofre, que estavam em Goiás. Ainda hoje à noite, deverá se apresentar outro acusado, que os procuradores ainda estão negociando a rendição. Apenas dois depoimentos foram realizados hoje, de Clodoaldo de Abreu Arruda, comerciante de Altamira (PA) e José Carlos da Silva, que fornecia notas fiscais frias para os fraudadores.Hoje, Maria Auxiliadora Barra Martins, dona de outra consultoria, foi transferida da cadeia pública de Palmas para a PF, mas seu depoimento foi adiado para este sábado. A PF tem apenas uma semana para ouvir os depoimentos dos 15 presos, mas em dois colhidos até agora, confirmou a existência de um grande esquema de fraudes na elaboração e execução dos projetos financiados pelo Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (Finam).Além dos depoimentos, agentes da Polícia Federal vão investigar cerca de 70 empreendimentos em Tocantins, que foram financiados com dinheiro da Sudam. "Agora vamos ter, definitivamente, a certeza de que grande parte foram fraudados", afirmou o procurador da República no Estado, Mário Lúcio Avelar.

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