Dois paquistaneses são interrogados pela PF

Dois homens de origem paquistanesa estão sendo interrogados em Manaus pela Polícia Federal, depois de serem presos no aeroporto Eduardo Gomes. Até agora, a Coordenação de Inteligência da PF não tem informações sobre se os estrangeiros têm relação com o terrorismo internacional.Os dois paquistaneses estão presos desde julho, e a PF não informa de onde viajaram para chegar a Manaus. "Os atentados nos Estados Unidos ocorreram dois meses depois da prisão, mas a nacionalidade dos dois e o fato de o ataque ter sido planejado com uma antecedência de até seis meses fez com que eles fossem investigados", afirmou uma fonte ligada à área de inteligência da PF. Os estrangeiros não estavam na relação de pessoas que estão sendo monitoradas no Brasil, sendo que seis delas estão na região da tríplice fronteira entre o País, Argentina e Paraguai, onde a comunidade árabe é grande. Outras 400 pessoas, também de origem árabe, estiveram de passagem pelo Brasil, que recebeu pedido de monitoramento por parte do FBI - a polícia federal americana - desde o ano passado. "Esta relação é normal", revela a fonte da PF.EmbaixadaOs americanos, por meio de sua embaixada no Brasil, distribuiram nota repudiando a informação publicada no jornal ?Correio Braziliense?, de que o governo de George W. Bush estaria reclamando de que a PF viria negligenciando inventigações em torno do terrorismo. "As opiniões não refletem, de forma alguma, a visão da embaixada americana, nem do governo dos Estados Unidos", diz o comunicado.Segundo a Embaixada dos Estados Unidos, hoje os dois países desenvolvem investigações conjuntas. "O governo americano está trabalhando em estreita cooperação com o governo brasileiro na apuração de informações relacionadas às investigações internacionais que se seguiram aos ataques terroristas a Nova York, Washington e Pensilvânia, no dia 11 de setembro", afirma a nota da Embaixada, completando: "O governo americano recebeu e continua a receber total cooperação das autoridades brasileiras e já deixou clara sua apreciação ao Brasil, tanto publicamente quanto em particular."

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