Dois jovens são decapitados em reserva indígena no MS

Mais uma tragédia marca a vida dos 11.200 habitantes da Reserva Indígena de Dourados, em Mato Grosso do Sul, a 220 quilômetros de Campo Grande, na região sul do Estado. Hoje um funcionário da escola existente dentro da Aldeia Bororó encontrou os corpos dos guarani-caiovás Sílvia Gonçalves, 18 anos, e Sérgio Cabreira, 15 anos, decapitados. As cabeças foram localizadas a 30 metros das vítimas que apresentam sinais de golpes de facão. A jovem deve ter sofrido estupro antes de morrer, segundo suspeitas dos técnicos do Instituto Médico Legal.Um levantamento, realizado este ano durante três meses por um grupo de trabalho da Funai, comprova uso de drogas e prostituição infanto-juvenil indígena no município. Segundo um dos participantes, Odenir Pinto de Oliveira, a pesquisa mostrou também que foi identificado porte de arma ilegal, uso da reserva como rota de fuga de traficantes e de ladrões de automóveis, bem como pontos de desmanches de carros roubados, nas aldeias. A Polícia Federal e a Funai informavam que na próxima segunda-feira será desencadeada a Operação Sucuri. ?Serão seis meses seguidos, de ações dentro das aldeias do municípios apertando e matando por asfixia a criminalidade entre os índios", disse um dos técnicos da Funai, para esclarecer o porque do nome Operação Sucuri. Policiais civis, militares e federais, além de funcionários da Funai, montaram estratégias para fechar o certo em torno de narcotraficantes, contrabandistas de bebidas alcoólicas, pedófilos, entre outros criminosos que prejudicam os indígenas direta e indiretamente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.