Dois chilenos são presos no Rio com cocaína e notas falsas

A Polícia Civil do Rio prendeu nesta sexta-feira, em Copacabana, zona sul da cidade, os chilenos Dany Francis Farfan, de 26 anos, e Juan Carlos Barros Medina, 45 anos. Os dois estavam com R$ 800, em notas falsas de R$ 50, e 59 gramas de cocaína pura. Há suspeitas de que os dois possam estar ligados à quadrilha do chileno Mauricio Hernández Norambuena, o Comandante Ramiro, da Frente Patriótica Manuel Rodrigues (FPMR), um dos responsáveis pelo seqüestro do publicitário Washington Olivetto."Ainda não podemos confirmar, mas também não podemos descartar essa ligação (com a FPMR)", afirmou o delegado Renato Nunes, titular da 12ª DP. Nunes disse que pretende dividir as investigações com a Polícia Federal. Em depoimento, os dois chilenos negaram ligação com o grupo de Norambuena.Ambos afirmaram que estão de férias há cerca de um mês e meio no Brasil e se fixaram em São Paulo. Há apenas três dias, resolveram ir ao Rio, mas pretendiam voltar à capital paulista para embarcar de volta ao Chile.Os agentes da 12ª DP chegaram até os dois chilenos depois de receber uma denúncia anônima por telefone. O denunciante desconfiou de que um deles pudesse ser Galvarino Sergio Apablaza Guerra, o Comandante Salvador, chefe de Norambuena e que seria o principal líder do seqüestro de Olivetto. Guerra está foragido. A polícia resolveu checar a denúncia e foi até um apartamento no número 656, da Avenida Nossa Senhora de Copacabana.A suspeita de que seria Guerra não se confirmou, mas os policiais encontraram com os chilenos a droga e as notas falsas. "Eles disseram que tinham comprado a cocaína no Morro da Mangueira, mas depois da análise da perícia descobrimos que estavam mentindo. A droga era pura, nunca seria vendida em qualquer morro da cidade", disse um dos investigadores da 12ª DP.Nos passaportes de Medina e Farfan estão registradas viagens com uma freqüência incomum para Argentina, Uruguai e Brasil. No apartamento, foi encontrado ainda um terceiro passaporte, em nome do grego Vasileios Stathakis. À polícia, os dois chilenos não conseguiram explicar onde estaria o grego. Afirmaram apenas que ele havia viajado sem o passaporte. No documento de Stathakis, há passagens pela China, Vietnã e Índia.

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