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Documentos sobre Rubens Paiva serão entregues à Comissão da Verdade

Relatórios e manuscritos comprovam que o ex-deputado foi preso pelo Exército

Lucas Azevedo, especial para O Estado

23 de novembro de 2012 | 19h02

PORTO ALEGRE - Os documentos que comprovam que o ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971, durante a Ditadura Militar, foi preso pelo Exército, serão entregues pelo governo gaúcho à Comissão Nacional da Verdade. Relatórios e manuscritos do arquivo pessoal do coronel reformado do Exército Júlio Miguel Molinas Dias, 78 anos, assassinado no dia 1º de novembro quando chegava em casa, em Porto Alegre, estão sob a guarda da Chefia de Polícia do RS. Eles foram entregues à polícia pelas duas filhas do coronel, cuja morte ainda é investigada.

"Esses documentos, num primeiro momento, pertenciam a uma linha investigativa do próprio crime que vitimou o coronel. Estamos com todo o cuidado em guardar esse material, já que se trata de documentos históricos e, em nenhum momento, cogitamos a possibilidade de não repassar essas informações", explicou o secretário chefe da Casa Civil do RS, Carlos Pestana. O repasse às comissões da Verdade estadual e federal ocorrerá na próxima terça-feira, 27, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Representantes de Brasília estarão presentes.

Segundo o coordenador interino da Comissão da Verdade do RS, Aramis Nassif, uma equipe já está analisando o material. "Estamos fazendo uma avaliação e uma filtragem do que possa interessar historicamente. Há nesse montante muitos documentos de ordem pessoal que não nos interessam. Mas existe pelo menos um que é relevante, que são as anotações feitas pelo coronel e que comprovam que o deputado Rubens Paiva esteve preso no DOI Codi no Rio de Janeiro."

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