Documentos de fraude na Sudam começam a ser catalogados

Parte dos documentos apreendidos nos escritórios de Maria Auxiliadora Barra Martins e Geraldo Pinto da Silva - acusados de serem os principais envolvidos nas fraudes da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) - começaram a ser catalogados nesta segunda-feira.Entre os documentos, a Polícia Federal encontrou 35 cheques de 17 empresas, sendo que alguns deles assinados em branco. Pelo menos quatro empresas estão irregulares, segundo o Ministério do Desenvolvimento Nacional. A maioria dos cheques era da agência do Banco da Amazônia (Basa) em Altamira, onde operavam os irmãos Soares - Romildo e José Soares Sobrinho - que são aliados políticos do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA)."Estamos fazendo uma triagem dos documentos para saber a que se referem os cheques", afirma o delegado que preside o inquérito da Sudam, Hélbio Dias Leite. "Pode ser comissão de despachante, retenção ou desvio de recursos."Até agora, os valores dos cheques analisados pela PF totalizam em torno de R$ 1,2 milhão, mas as cifras poderão ser bem maiores após a análise do material apreendido no escritório de Geraldo Pinto da Silva. Em seguida, eles serão cruzados com outros documentos encontrados na operação de busca e apreensão feita em Belém. Até esta terça-feira, deve chegar a Palmas, outro lote de papéis e computadores apreendidos em Manaus. Uma equipe chefiada pelo diretor do Instituto Nacional de Criminalística da PF, Eustáquio Márcio de Oliveira, chegou nesta segunda-feira a Tocantins para fazer a perícia nos documentos.Oliveira foi o principal responsável pelos cruzamentos de informações do Esquema PC, que envolvia o ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, paulo César Farias.A própria PF admite enviar mais delegados e agentes para o Estado, onde estarão concentradas as investigações das fraudes da Sudam.

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